Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 21/07/2019

“Não existe fora”. É o slogan de uma propaganda sobre sustentabilidade, que pode ser usada como princípio na construção da consciência, político e social, do país. O egocentrismo e a falta de senso comum levam à individualidade, tanto de políticos quanto da sociedade civil. Tais atitudes impossibilitam o engajamento necessário para combater os problemas sociais. Um destes problemas, que faz parte da base dos demais, é o déficit de escolaridade dos mais vulneráveis, os de baixa renda, negros e mulheres, que deixam a escola por necessidade de trabalhar e altas taxas de gravidez na adolescência.

A saída de crianças e adolescentes da escola, é primordial para a manutenção de um ciclo, baixa escolaridade gera dificuldade de inserção no mercado de trabalho, que por sua vez, gera baixa renda e consequentemente baixa escolaridade. Tal ciclo está intimamente ligado ao aumento nas taxas de criminalidade, violência, miséria, pessoas em situação de rua, fatores que influenciam a vida de todos, faz-se necessário, portanto, um plano de ação moldado sobre a identificação e ação nos pontos mais vulneráveis.

O Brasil é marcado historicamente pela manutenção da desigualdade socioeconômica, o Tratado de Taubaté, ainda na realidade cafeicultora do país, ilustra o interesse político deste cenário. No entanto, a história também provê exemplos de mudanças baseadas em ações populares. Com este embasamento, a população deve ser encorajada a tomar para si, parte da responsabilidade, a de cobrar e fazer valer a constituição que garante o direito de escolaridade e derivar ao Estado, tal atribuição, por meio de associações de bairros, auxílio de assistentes sociais e escolas

Logo, Ong’s e escolas, atuam na identificação, órgãos municipais de educação, além de atuarem na prevenção e correção, devem reportar aos poderes Estaduais, liberação de verbas para ações locais, e Federais, com ações que priorizem oportunidades de empregos à famílias com jovens em idade escolar e implantação de campanhas nacionais de conscientização sobre a escolaridade e as consequências para a nação de sua falta. Afinal, a sustentabilidade não se refere apenas ao reaproveitamento de recursos materiais, um país que estuda, gera trabalho, renda e consumo, sem dúvidas fomenta um ciclo, mas desta vez, de melhoria na qualidade de vida de seus cidadãos.