Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 28/07/2019
O Estatuto da Criança e do Adolescente, em seu artigo quarto, assegura a esse grupo específico o direito prioritário a educação. No entanto, o alto índice de evasão escolar revela um grande problema na educação, principalmente infantil, brasileira. Diante dessa perspectiva, convém analisar os principais impulsionadores desse quadro e as consequências geradas por tal postura.
Primeiramente, pode-se verificar a dificuldade ao acesso a escola como fator que sustenta esse problema. Segundo o Movimento Todos pela Educação, apenas 47,4% dos jovens no campo terminam o ensino médio, ou seja, a medida que aumenta a distâncias das escolas, aumenta também a desistência. Desse modo, estudantes das áreas mais rurais ou isoladas são mais vulneráveis a entrar nessas estatísticas.
Faz-se essencial, ainda, salientar a influência na economia gerada pelo alto nível de pessoas incapacitadas no mercado de trabalho. Uma pesquisa recente do Banco Mundial revelou que 45% da população brasileira acima dos 25 anos sequer concluiu o ensino médio, ou seja, quase metade dos adultos brasileiros não tem a capacitação mínima para se candidatar a uma vaga de emprego. Dessa maneira, é aumentada ainda mais a desigualdade no Brasil, originando mais famílias sem a adequada estrutura socioeconômica e criando uma barreira maior entre a solução e o problema.
Pode-se perceber, portanto, uma necessidade de impactos diretos em planos econômicos e sócio educacionais. A fim de amenizar a alta evasão escolar as Secretarias de Educação, em parceria com as Secretarias de Transporte devem criam um programa social para viabilizar o transporte de alunos até a escola de forma segura. Esses esforços devem podem ser realizados por meio da criação de frotas de ônibus destinados a áreas rurais ou isoladas da cidade. Dessa maneira, as leis do ECA e os direitos fundamentais e prioritários de todo cidadão passem a ser prioridade e realidade nacional.