Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 22/07/2019
Desde o começo do século XX, com início da era conhecida como a ‘’era da informatização’’ e com o surgimento da 3° Revolução Industrial, O Brasil passou por diversas transformações nas mais diversas áreas do conhecimento como: política e infra-estrutura das escolas e estruturação das secretárias de educação. Ademais, é possível notar também o grande descaso que o Governo Federal tratou o ensino básico no país, com não investimento em políticas públicas de combate a evasão escolar, pode-se notar atualmente que o problema tornou-se crônico, e é a grande mazela enfrentada por profissionais da educação e vivida por alunos.
Em primeiro lugar, é importante destacar que a evasão escolar esta intimamente ligada ao que é oferecido ao aluno, como direitos básicos à alimentação e ao ensino de qualidade, mas o que se nota são escolas sucateadas e professores desestimulados e na maioria das vezes alunos oriundos de famílias com problemas financeiros, devendo esses trabalhar e dar manutenção no seu próprio sustento. Embora também, problemas como falta de transporte, escola distante de casa, não ter um adulto para levá-lo na aula, falta de interesse e alunos doentes e até falta de merenda ou luz elétrica na sala de aula são problemas também elencados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Outrossim, segundo pesquisa realizada pelo Instituto Aprendizagem em foco, em pesquisa realizada, traçou o perfil básico dos alunos com maior índice de evasão, sendo eles negros ou pardos,seus pais ganham menos de meio salário mínimo,e na maioria dos casos engravidam e têm que deixar os estudos para cuidar da casa e dos filhos. Por conseguinte, segundo o Estatuto da Criança e do adolescente, o direito à educação dessas crianças e adolescentes está sendo ferido, quando os Estados Federados responsáveis pela educação segundo a Constituição Federal de 1988, se omitem e não atuam em conjunto com conselhos tutelares, devendo-se formular políticas públicas que atraia cada vez mais o interesse do aluno para as salas de aula, como políticas de incentivo à leitura.
Logo, diante da ineficiência do Estado em gerir e combater a evasão escolar e segundo John Locke: ‘‘A função do Estado é proteger e garantir os direitos naturais individuais ‘’, as Universidades Federais em conjunto com os Estados, devem criar escolas de ensino profissionalizante em período integral para alunos com renda inferior a um salário mínimo, predominantemente negros e pardos e selecionados através de processo seletivo, por meio de investimentos da iniciativa privada como bancos e Fundações, para que os índices de evasão escolar sejam diminuídos à longo prazo e os alunos tenham uma profissão para seguir no futuro, e possam assim garantir uma cidadania cada vez justa, pragmática e realmente plural, seguindo diretrizes da Declaração Universal dos Direitos Humanos.