Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 23/07/2019

Educação Igualitária

No livro “Quarto de despejo”, narra-se o cotidiano pauperizado de uma jovem na década de 60, que não pôde ter acesso à educação, pois cuidava de tarefas caseiras enquanto sua mãe trabalhava. Contudo, esse cenário ainda é contínuo no Brasil, distanciando muitos jovens das escolas por necessidade familiar, além da falta de uma educação de qualidade.

Em primeiro plano, é válido destacar que muitos alunos ausentam-se das salas de aula para ingressar no mercado de trabalho, com objetivo de complementar a renda familiar. Por conta disso, estudantes com renda elevada tendem a progredir mais, dispondo de oportunidades melhores no ensino superior e no mercado de trabalho. Segundo o filósofo Paulo Freire, se a educação não muda sozinha, a sociedade sem ela muito menos, corroborando a urgência do ensino amplo e favorável a todos os cidadãos.

De outra parte, é importante salientar que muitas jovens engravidam durante o período escolar, distanciando-se do ensino. Isso ocorre principalmente pela falta de informações sobre métodos contraceptivos, além da prevenção sobre DST’s. Dessa forma, é fundamental o conhecimento para prevenir doenças e gestações indesejadas.

Logo, cabe à escola aprimorar suas práticas pedagógicas socioculturais, por meio de aulas teatrais previstas na Base Nacional Comum Curricular. Com regularidade, aumentará o debate em toda cadeia escolar, para mitigar a evasão de alunos das instituições de ensino. Assim, o país se tornará mais igualitário no ensino, ampliando oportunidades à todas camadas sociais.