Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 22/07/2019
A educação é tido a anos como um fator fundamental para a estruturação social de um país, sendo ela uma questão básica para a melhoria de diversos fatores socioeconômicas. Diante disso, deixar a escola deveria ser abdicado das possibilidades humanas; contudo, ao observar o cenário brasileiro, percebe-se isso ainda muito presente na população, sendo como grandes causadores a cultura local e o meio está inserido.
Primeiramente, ao partir do valor de 1,3 milhão de jovens que abandonaram a escola, percebe tratar-se de uma característica enraizada na população que vê com normalidade a atitude de evasão e não cogita alterar tal percurso. De maneira que, aceita sua condição e difunde essa ideia como algo natural, próprio da sua região, o que resulta na propagação deste comportamento nas gerações futuras - condição muito presente em famílias de baixa renda.
Associado a isso, há o fator que o ambiente proporciona, sendo a escola ou mesmo sua localização sinônimo de medo, violência e insegurança, o que influencia diretamente na participação de crianças e adolescentes. Logo, tais condições se sobrepõem ao bem gerado pela educação, assim, a supremacia do meio que se faz presente acaba por moldar o modo de agir, pensar e sentir da pessoa, como exposto por Durkheim.
Infere-se, portanto, que a evasão escolar tem forte relação com o cenário brasileiro, cuja realidade conflitua diretamente com questões culturais e com o meio que se está inserido. A fim de melhorar tais condições do país, municípios, conjuntamente aos colégios, devem trabalhar, por meio da relação familiar com reuniões que incentivem os pais a tratar o ensino como prioridade, de forma a tirar esse estigma social e expandir a educação, expondo a importância do estudo e todos os benefícios atrelados a ele. De forma a moldar uma nova concepção de mundo, o que atingirá, consequentemente, a questão de violência, já que verá outras possibilidades de seguir a vida.