Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 23/07/2019
Desde o iluminismo, entende-se que uma só progride, quando o indivíduo se mobiliza pelo problema do outro. No entanto, quando se observa a evasão escolar, no Brasil, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria, e não desejavelmente, na prática e a problemática persiste intrinsecamente, ligada à realidade do país, seja pela negligência governamental, seja pela omissão escolar.
Convém ressaltar, a princípio, que é incontestável que a questão constitucional, e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. De acordo com o artigo 3° da Carta Magna, elucida o dever estatal de construir uma sociedade livre, justa e solidária. Contudo, há 1,3 milhão de adolescentes entre 15 e 17 anos estão fora da escola, segundo dados fornecidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Outrossim, destaca-se o descuido escolar como impulsionador do problema. É imprescindível frisar, segundo a legislação brasileira, o ensino fundamental é obrigatório para as crianças de 6 a 14 anos, sendo responsabilidade da família e do Estado. Em harmonia com Michel de Montaigne, a mais honrosa das ocupações é servir o público, e ser útil às pessoas. Embora, de maneira análoga ao pensamento do filósofo, a atuação produtiva à sociedade encontra-se distante país. Dessa maneira, a precariedade com a evasão escolar, se constitui como um dos infortúnios que prejudicam a progressão, por uma comunidade melhor.
Logo, para que a negligência governamental e a omissão escolar deixem de existir, medidas são necessárias para amenizar a adversidade. Sendo assim, é essencial que o Governo Federal, em parceria com o Ministério da Educação (MEC), financie projetos educacionais nas escolas, por meio de uma ampla divulgação midiática, que inclua propagandas televisivas, entrevistas em jornais e promovam debates entre educadores e alunos. Desse modo, a finalidade de tal medida deve ser o diagnóstico das carências em ambiente escolar. Ação que, iniciada no presente, é capaz de mudar o futura da sociedade.