Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 28/07/2019

A educação aborda uma virtude proveniente de um caráter insuflado de racionalidade à vida, ponderando uma série de colisões com o futuro. Conquanto que, apesar da sua essencialidade, a sua banalidade precede a marginalização dos direitos, ocasionalmente retratada na obra ‘‘Capitães de areia’’ do autor Jorge Amado, o qual faculta voz a um grupo de meninos segregados às margens das ruas de Salvador.

Precipuamente, Du Bois, um ativista político, implica as falhas na perspectiva de um progresso humano ao abordar a carência de educação, relacionando-os aos altos níveis de evasão escolar que, segundo a pesquisa do Ministério de Educação, alveja 11,2%. Nesse contexto, salienta-se o uso da educação como um instrumento do capitalismo que, por certo, mascara e tolera o padrão fundamentalmente europeu racista ao utilizar a educação como mercadoria. Analogamente,  a concentração de renda realça a inquietação social e molda o colonialismo em uma estrutura moderna ao suprimir o indivíduo do direito à isonomia ao bem-estar dos preceitos indispensáveis aos cidadãos, como por exemplo a educação, fomentada pela Carta Magna de 1988.

Por conseguinte, de acordo com o escritor Rubem Alves, as escolas podem ser comparadas a asas ou gaiolas, haja vista que proporcionam voos ou condições de exclusão. Em outras palavras, Rubem Alves criticava as práticas escolares inspiradas em uma linha de montagem, a qual limita uma educação libertadora e enriquecida em criatividade que é suprimida por paradigmas hegemônicos. Assim, percebe-se a importância do ensino brasileiro construir seus dispositivos pedagógicos e instruir os jovens à compreensão de que uma educação livre fomenta o desenvolvimento e explana a capacidade de se encantar com a busca ávida pelo conhecimento.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para melhorar o quadro atual. Para a conscientização da população brasileira, urge que o Ministério da Educação e Cultura (MEC) crie, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias que detalhem a importância do ensino para a realização de futuros objetivos e para o desenvolvimento de um país que construirá uma base forte e democrática. Dessa maneira, urge que o Poder Executivo juntamente com o Poder Legislativo, através de leis, busquem intensificar os direitos individuais e assegurados pela Declaração Universal dos Direitos Humanos. Assim, haverá a conquista da isonomia social plena.