Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 23/07/2019
No período colonial iniciou os primeiros indícios de educação na sociedade brasileira, em 1549, foi fundada pelos Jesuítas a primeira escola do Brasil, em salvador, onde ensinavam ler, escrever, matemática e doutrina católica, porem, os negros escravizados não podiam frequentar. Na realidade atual, tal barbárie não acontece, no entanto há grandes dificuldades para garantir os direitos para todos à educação de qualidade, devido a desigualdade social e a despretensão pelo aprendizado.
Em primeiro plano, uma dificuldade é a desigualdade social ainda predominante no país, que ocorre demasiadamente em estados com poucos recursos onde o investimento nos serviços públicos acontece de forma irregular, como em alagoas que é o estado com maior evasão escolar, lançando a população à margem da sociedade. Sob esse viés Edgard Roquette-Pinto, nos anos 20, inaugura a primeira radio educativa do Brasil com o intuito de dar acesso ao publico a diversos conteúdos a distancia, levando educação de base ate as pessoas que moravam longe ou não podiam ir ate as escolas.
Outro desafio é o desinteresse dos estudantes pelas salas de aulas que tem sido cansativas e entediantes pelo velho modelo de ensino, assim como, pela falta de investimento em novas técnicas educacionais. De acordo com Anísio Teixeira, a educação precisava viver uma mudança permanente, sempre se reconstruindo. A frase do educador mostra que, a metodologia de ensino precisa ser constantemente modificada e aprimorada com o intuito de manter didáticas e atrativas as aulas demasiadamente conteudistas, posto que, não existe a preocupação do governo e da sociedade, como deveria, pelo ensino oferecido nas escolas.
Como no período colonial uma parte da sociedade não alcança a educação devida pela disparidade racial e social. Destarte, considerando processos de exclusão que vitimizam pessoas por suas mais variadas situações econômicas as gestões municipais devem por incentivos fiscais efetivar parcerias publico-privadas para aumentar o sistema de bolsas em cursos técnicos e profissionalizantes para dar oportunidade de formação rápida e junto ao ensino médio. Também é imprescindível que o ministério da educação junto as prefeituras estaduais e municipais reavaliem os métodos de ensino com o intuito de alterar e lapidar o sistema.