Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 23/07/2019

O Plano Nacional de Educação tinha como meta ter 100% dos jovens cursando o ensino médio no ano de 2016. Todavia, ainda nos anos seguintes, 25% dos jovens estão fora da escola. Nesse sentido, evidencia-se a gravidade da evasão escolar no contexto social brasileiro, logo, convém analisar sua causa e consequência.

Em primeira análise, é fundamental destacar a influência da questão financeira na conjuntura. Segundo dados do IBGE, a maioria dos estudantes que abandona a escola é de classe baixa. Tal quadro se deve, majoritariamente, a jovens que têm de abdicar seus estudos em prol de trabalho para contribuir na renda familiar. Além disso, outros fatores socioeconômicos motivam a problemática, por exemplo, a falta de acesso a transportes e unidades educativas. Assim, fica claro o quão restrito tem sido o acesso à educação no que tange a classe social no Brasil.

Ademais, em virtude dos fatos supracitados, há a perpetuação da desigualdade social. Katarina Tomasevski, relatora da ONU, afirma que a educação é a chave para os demais direitos. Logo, a evasão escolar, ao privar o indivíduo desse direito, restringe suas possibilidades de ascensão social, tendo em vista que este estará mais vulnerável a trabalhos precários e terá reduzido acesso a cultura.

Destarte, cabe ao Poder Executivo de cada estado reduzir os índices de abandono escolar, por meio de auxílio financeiro a estudantes vulneráveis economicamente, tal como ocorre com o Bolsa Permanência nas universidades federais, para que estes não tenham que trocar seus estudos por trabalho em tempo integral. Além disso, as Escolas devem abrir mais turmas no período noturno, a fim de atender os  jovens que, mesmo com o auxílio, tenham que trabalhar.