Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 25/07/2019
“A educação é a arma mais poderosa que você pode usar pra mudar o mundo”, já dizia Nelson Mandela. Conhecimento é poder e muitos jovens estão deixando de usufruir dele por abandonarem a escola. A evasão escolar é um retrato das discrepâncias sociais que existem no Brasil, de forma que solucionar esse problema demanda planejamento e tempo.
Apesar da educação ser um direito garantido pela Constituição Cidadã de 1988, muitas crianças e jovens acabam tendo que trocar a escola pelo trabalho, já que o uso da força de trabalho dos filhos passa a ser o único meio que a família possui para complementar a renda e prover, minimamente, a subsistência de seus componentes. Assim, a escola, que deveria ser prioridade, torna-se coadjuvante, um artigo de luxo.
Outro aspecto que agrava essa situação é a deficiência da estrutura escolar como um todo. Há falta de estrutura física, desde as carteiras até a biblioteca e material didático e de estrutura humana, como professores capacitados e bem remunerados. Além disso, ainda há falta de transporte escolar e de merenda. Assim, torna-se impossível despertar nos jovens um interesse em frequentar uma instituição onde tudo falta.
Torna-se evidente, portanto, que o fator socioeconômico e a base pedagógica dificultam a erradicação da evasão escolar. Nesse sentido, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com governos estadual e municipal, reformar a estrutura das escolas, através da renovação do acervo das bibliotecas e promoção de aulas lúdicas, com oficinas e debates, a fim de atrair os alunos. Ademais, o Governo Federal deve desenvolver programas de aprendizagem, com o intuito de auxiliar os jovens de baixa renda, proporcionando oportunidade de emprego em conjunto com acompanhamento no colégio. Também é necessário a ação conjunta dos Ministérios do Transporte e do Desenvolvimento, com o objetivo de melhorar a acessibilidade desses alunos às escolas. Assim, a educação vai ser para todos e dessa forma será possível mudar o mundo, como disse Nelson Mandela.