Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 30/07/2019
De acordo com os parâmetros expostos na Constituição de 1988, todo cidadão tem direito à educação e é obrigatório a inserção da criança no ambiente escolar. Todavia, essas leis são incipientes em território brasileiro, visto que, a evasão escolar de milhares de cidadãos menores de idade é uma realidade a ser enfrentada, no Brasil. Isso se deve à falta de interesse do aluno e ao descaso entre família e escola. Portanto, convém analisar as causas, consequências e possíveis soluções para esse empecilho educacional, social e econômico.
A priori, cabe ressaltar um trecho da música “Estudo errado” do compositor, Gabriel Pensador, que diz que o estudo é uma coisa boa, contudo, não há motivação para o mesmo. Dessa forma, observa-se que a escola torna-se um ambiente tedioso para os alunos, pois não há estimulação aos estudos, não há discussão e nem aprendizado eficiente. A música ainda afirma que os assuntos são jogados, cuspidos e vomitados sob o aluno, sem direito ao questionamento, além de que o método de ensino chama-se “decoreba”. Nesse contexto, o aluno não aprende, ele decora para o dia da prova e após algum tempo, ele esquece. Desse modo, é esclarecido que tal problema na educação afeta diretamente outros âmbitos da sociedade, como o econômico e o social e, dessa forma torna-se um efeito dominó.
A posteriori, a família em comunhão à escola é outro fator influente na permanência dos alunos nos colégios. Para isso, destaca-se o livro “O ateneu” do escritor, Raul Pompeia. Tal obra traz a discussão sobre a importante relação de família e escola na vida e no aprendizado escolar do aluno. À vista disso, a família tem o empenho de auxiliar nos estudos da escola, ao passo que a instituição de ensino domina o aprendizado acerca dos temas e assuntos que cabem às escolas conceber. Contudo, a realidade brasileira se mostra privada de tal benefício de relação, dado que os principais motivos que envolve a evasão escolar de alunos são: a proibição dos pais e a precisão de dinheiro, que favorece o trabalho infantil. Tal situação é caótica, contudo, mutável.
Logo, sabe-se que a falta de entusiasmo e o descaso na relação família-escola são os principais fatores que contribuem para a evasão escolar de alunos. Para isso, é necessário que o Ministério da Educação promova projetos de estímulo aos estudos, como jogos e brincadeiras sobre temas escolares, pois interage de forma direta com o público alvo. Além disso, o MEC deve promover também palestras, discussões com alunos, escolas e famílias, acerca da importância do aprendizado escolar na vida de todos os cidadãos. Outrossim, a escola deve procurar averiguar a atuação da família nos estudos dos filhos, e se preciso, constatar ao Conselho Tutelar. Para assim, o Brasil progredir na educação e por meio do efeito dominó, progredir na sociedade e na economia também.