Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 27/07/2019
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à Educação e ao bem-estar social. Conquanto, quando se observa a realidade brasileira no que se diz respeito à evasão escolar, verifica-se que esse direito é constatado na teoria e eventualmente na prática. Nessa perspectiva, esse desafio deve ser superado de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.
É indubitável que a educação é o fator principal no desenvolvimento de um país. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto, e o resultado desse contraste é refletido no desinteresse pelas salas de aula. Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2016, 24 % das pessoas não estavam no sistema educacional por falta da atratividade, ou seja, falta de interesse. Diante do exposto, é notório a falta de eficácia no âmbito escolar.
Outrossim, destaca-se o trabalho como impulsionador do problema. De acordo com o economista britânico Sir Arthur Lewis " A educação nunca foi despesa. Sempre foi investimento com retorno garantido". Todavia, o desejo ou então, a necessidade de ingressar na labuta faz com que os valores sejam invertidos, tornando-se frequente a troca dos estudos por um serviço muita das vezes precário, e assim tirando-lhes o direito à educação básica assegurado.
Desarte, urge que o Estado deve capacitar cada distrito para que por meio do Conselho Tutelar visitas possam ser feitas a cada família dos estudantes que evadiram a escola por causa do trabalho, com o intuito de não tentar encaixar um plano artificial na realidade dos mesmos, mas sim fazer com que nasça uma solução através da realidade presente. Logo, o Ministério da Educação (MEC) juntamente com escolas devem instituir em suas Diretrizes Currículares novos métodos de aprendizagem assim como teatros, festivais de dança, gastronomia entre outros, baseados em cada etapa e modalidade (Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio) trazendo assim mais flexibilidade e dinâmica para as salas de aula. A partir dessas ações, espera-se promover uma melhora das condições educacionais e sociais desse grupo.