Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 29/07/2019
A informação nunca esteve tão presente no dia a dia, a todo momento somos bombardeados com dados aleatórios que precisam ser interpretados e selecionados de modo cauteloso, para não nos tornamos aquilo que apenas nos é apresentado. Desse modo, a educação se apresenta imprescindível no mundo atual, já que, como afirma o psicólogo Jean Piaget, educar é criar mentes com condições de criticar e não aceitar tudo que a elas se propõe. Porém, paralelamente a era da relevância da informação e educação, a evasão escolar se tornou uma questão, por causa da não existência de uma adaptação escolar as novas necessidades de um planeta tecno-científico e as exigências da realidade brasileira.
Nesse sentido, a partir de um estudo do Instituto Unibanco de 2014, fundamentado nos dados do IBGE, conclui-se que mais de 1 milhão de jovens entre 15 e 17 anos não finalizaram seus estudos, sendo que mais da metade sequer terminou o ensino fundamental. Isso ocorre por uma falta de interesse dessa faixa etária em relação a escola, que até hoje possui um modelo extremamente rígido instituído diversas décadas atrás que não foi adaptado a geração digital. Portanto, o modo de aprender se torna cansativo e maçantes para aqueles que possuem o conhecimento na mão, o que torna a facilidade atual, que poderia ser usada para instigar os alunos, em uma realidade distante dentro da escola.
Ademais, a realidade brasileira e suas desigualdades criam obstáculos para a possibilidade de ensino, já que diversos alunos são também trabalhadores que precisam contribuir com a renda para que a família tenha condições básicas. Visto que, não só a flexibilidade dos horários, mas também a necessidade de transporte e a falta de apoio dificulta esses casos.
Por conseguinte, é necessário a mudança desse direito básico de todos. Cabe ao governo, junto com o MEC, ampliar e variar o modo de ensino, a partir da existência de vários turnos e da diversificação do ensino, como a adição do modo EAD, para flexionar o ensino em geral. Além disso, a sociedade e as ONGs, junto com instituições escolares, podem destacar a importância de uma escolarização por meio de debates e palestras, para instigar o jovem ao estudo, o que possibilita também discussões acerca do modo de ensino e meios de atualizá-lo. No fim, é necessário que todos sejam inclusos na arte que é educar e criar um ser crítico que tanto o psicólogo Jean Piaget sente necessidade destacar e que o mundo em geral sente urgência.