Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 29/07/2019
De acordo com a Constituição Federal Brasileira, a educação é um direito de todos os cidadãos e vigora como obrigatória e gratuita. Entretanto, essa concessão não é usufruída plenamente na medida em que uma grande parcela populacional do país não tem seus estudos concluídos. Nesse sentido, convém a análise das principais causas, além da possível medida relacionada ao fenômeno.
Em primeiro plano, verifica-se a necessidade de trabalhar manifestada na sociedade atual, sobretudo nas famílias de menor renda. Quando o filosofo britânico Adam Smith afirma o trabalho como base da produção de riqueza, ratifica a sua importância na classe baixa ao passo que, pela dificuldade de se sustentarem financeiramente, encontram nos empregos a solução para os seus problemas. Assim, a atividade inviabiliza os estudos visto que, com a urgência de se obter alimentos e moradia, por exemplo, os indivíduos abandonam as instituições escolares em prol de crescerem economicamente e, por conseguinte, melhorarem suas condições de vida.
Concomitantemente a esse contexto, nota-se o aumento do envolvimento criminal por parte dos jovens. Ao criar o conceito de Banalidade do Mal, a filósofa alemã Hannah Arendt percebeu que práticas cruéis se tornaram tão frequentes que deixaram de ser vistas como erradas, afetando as relações interpessoais em todos os âmbitos. Seguindo essa linha de pensamento, a aproximação entre adolescentes e grupos armados, em consonância com a impunidade dos delitos, faz com que as pessoas passem a viver de exercícios ilegais e percam o interesse na aprendizagem, resultando na evasão escolar.
Portanto, é indubitável que o descaso com a educação é uma realidade brasileira, principalmente no que tange a esfera juvenil. Logo, cabe à mídia televisiva sensibilizar esse grupo social – por meio da criação de ficções engajadas que ilustrem os entraves provocados pela falta de presença nos centros educacionais – a fim de reconstruir a importância dos estudos na vida do ser humano. Dessa maneira, será possível criar uma comunidade na qual a educação seja prioridade e garantir a execução dos direitos pautados por lei.