Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 28/07/2019
Desde a antiguidade a educação era um “benefício” de poucos, ou melhor, apenas daqueles que tinham poder e dinheiro suficiente para pagar pelos estudos. Mas com o passar do tempo essa realidade foi se modificando, e hoje o governo divide com os respectivos pais a responsabilidade de assegurar a educação dos jovens. O que vem acontecendo perfeitamente, certo?
Errado! Pois se não fosse pelo pífio aumento de 14% do número de estudantes que concluíram o ensino médio no tempo certo entre 2004 e 2014, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o “sistema” estaria funcionando corretamente. Mas em função da falta de investimentos na educação por parte do governo, e de problemas familiares que muitos jovens enfrentam, os índices de conclusão de estudos ainda estão muito baixos. Para mudar este panorama é necessário uma força conjunta entre governo, iniciativa privada e os pais.
No que tange ao governo, uma solução importante seria estabelecer a educação integral, onde o jovem entraria na escola na parte da manhã e sairia no final da tarde. Neste período extra, ele poderia realizar outras atividades e desenvolver novas habilidades, como: a prática de esportes, aulas de instrumentos musicais, cursos profissionalizantes, preparação para o mercado de trabalho, etc. Com essa ação, o tempo ocioso do jovem diminuiria, ele não entraria para a criminalidade, e teria maior estímulo de frequentar a escola.
Já a iniciativa privada, poderia desenvolver melhor os programas de jovens aprendizes, investindo na formação técnica deles e assegurando uma oportunidade futura aos destaques. Por fim, é extremamente importante que os pais se conscientizem que educação vem de casa, não é somente papel da escola educar os jovens. Principalmente no que diz respeito a educação sexual, pois a gravidez precoce por exemplo, corrobora com os altos índices de evasão escolar.