Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 28/07/2019
Segundo o filósofo, Edgar Morin “ É necessário educar o indivíduo para que ele tome as rédeas da própria vida”, porém, isso só é possível se tal sujeito conseguir ler o mundo. Contudo, isso se torna uma realidade distante para o Brasil visto que, 2,5 milhões de jovens estão fora da escola, segundo resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad). Nesse sentido, vale levar em consideração a forma arcaica de ensino nas escolas e o elevado índice de gravidez precoce no país.
Em primeiro plano, de acordo com o filósofo Rousseau, a educação deve, a priori, despertar o interesse do aluno e, para isso, é necessário ela ser lúdica, progressiva e interativa. Entretanto, o modelo difundido, na contemporaneidade, em sala de aula é o mesmo do século XIX, no qual, o professor ministra integralmente, sem flexibilidade. Desse modo, a monótona transmissão de conhecimento contribui para que 11% dos discentes matriculados abandonem as redes de ensino, segundo o Programa Nacional de Educação.
Outrossim, segundo a teoria da tábula rasa de John Locke “ o ser humano é como uma tela em branco que é preenchida por experiências e influências”. Com isso, é responsabilidade da escola discutir sobre problemas contemporâneos de uma maneira que incentive os discentes a se posicionarem de forma consciente frente a esses. Porém, na prática quando trata-se de educação sexual, isso deixa de acontecer uma vez que, tal instituição deixa de criar projetos e palestras que informem aos alunos sobre a sexualidade, os direitos sexuais e reprodutivos e as complicações existentes. Consequentemente, ajuda a manter os 76% ,de acordo a pesquisas realizadas pelo departamento de Informática do Sistema Único de Saúde do Brasil (Datasus), de adolescentes que engravidam e abandonam a escola, o que traz uma maior chance dessa jovem cair em situação de pobreza.
Portanto, o Ministério da Educação deve implantar na Base Nacional Comum Curricular, projetos efetuados por professores e coordenadores que envolvam a transmissão de conhecimento junto ao lazer, como pesquisas de campo, cinema, teatro e música, aliado ao desenvolvimento de críticas sobre a realidade que cerca tais discentes e, por meio de metas pré-estabelecidas, por escolas de Ensino Fundamental e Médio, oferecer prêmios para aqueles que mais se desenvolverem, a fim de criar interesse e estimulo para os alunos continuarem os estudos.