Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 28/07/2019

A grande preocupação hoje, das políticas públicas, é assegurar um atendimento integral à criança e ao adolescente, principalmente no que diz respeito à educação, cabendo-lhes o direito de frequentar a escola. No entanto, o panorama atual revela a evasão escolar como uma problemática perante a realidade brasileira. Nesse sentido, dois aspectos fazem-se relevantes: a falta de interesse para com os estudos, bem como a situação econômica acompanhada de atividades laborais. Por isso, medidas são necessárias para que se resolvam esses impasses.

Em primeira análise, é relevante ressaltar que o desinteresse pelos estudos contribui diretamente para o problema em questão. De acordo com o Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), o modelo curricular adotado no país é responsável por um percentual dessa evasão. Uma vez que, muitos jovens desconhecem a necessidade de algumas disciplinas para sua vida prática, assim como, a ausência de contextualização e o excesso de conteúdo. Sob tal ótica, essa realidade comprova que, é preciso investir em um novo modelo educacional e alinhá-lo ao avanço tecnológico. Em contrapartida, esse problema é refletido no desenvolvimento do país, visto que a escola é um dos pilares para a formação individual e social.

Em segunda análise, é indubitável que fatores financeiros corroboram para tal desfecho. Nessa perspectiva, segundo a Fundação Getúlio Vargas, outra causa do abandono escolar, é a necessidade de trabalhar e contribuir para renda familiar, o que representa cerca de 27% da evasão. Além disso, a legislação brasileira considera obrigatório que apenas o ensino fundamental seja concluído. Isso incentiva famílias a encerrar o ciclo de estudos após o nono ano e exigir que os jovens passem a contribuir com o orçamento familiar. Sendo assim, é imprescindível buscar alternativas sólidas para melhorar esse contexto.

Portanto, torna-se evidente a necessidade da implementação soluções para esta problemática. Para isso, o Ministério da Educação deve criar programas com ensino híbrido (educação e tecnologia), como por exemplo, “Jovem Conectado”, no qual, os alunos tenham a interação da tecnologia com o ensino escolar, e assim, se sintam atraídos e passem a terem interesse pelos estudos. Além disso, o Governo, junto aos órgãos privados, deve aumentar as ofertas de vagas do programa “Menor Aprendiz” e inserir os jovens, com isso o aluno poderia ter uma renda complementar na sua casa e não teria que trocar a escola pelo o trabalho. Dessa maneira, um indivíduo ciente do valor da educação tem a exata noção do que essa representa, não só no particular, mas em toda a sociedade.