Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 28/07/2019
De volta à escola
É evidente o alto índice de evasão escolar entre jovens no Brasil, o que torna importante entender o perfil daquele que abandona a escola e identificar seus motivos, a fim de encontrar uma melhoria. Segundo a legislação brasileira, o ensino é obrigatório para crianças e adolescentes de 6 a 14 anos, porém, nem todos conseguem usufruir de tal direito, o que pode ser justificado por diversos motivos, dentre eles a gravidez precoce e o trabalho infantil.
A princípio, um dos fatores causadores de muitos casos de evasão escolar é a gravidez precoce, situação na qual a adolescente se vê obrigada a interromper os estudos para cuidar do filho ou devido a constrangimentos e certo “preconceito” que ela possa sofrer de seus colegas e até mesmo professores. De acordo com pesquisa feita pelo site Esquerda Diário, 35% das jovens abandonam a escola após se tornarem mães, um número bem preocupante.
Outro fator contribuinte para a evasão escolar é o trabalho infantil, no qual crianças e adolescentes abandonam os estudos para poder ajudar na renda da família. Com base em análises dos resultados da Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílio (Pnad), percebe-se que pessoas afrodescendentes, quilombolas e indígenas são algumas das mais afetadas, já que após a abolição da escravatura, a maioria foi deixada à margem da sociedade, tendo que lutar por sua sobrevivência desde cedo.
Para minimizar esse problema, é dever do Ministério de Educação (MEC) e dos assistentes sociais de cada município procurarem nas escolas casos de jovens que abandonaram os estudos e providenciarem idas às casas para tentarem entender os motivos da saída e encontrarem uma maneira de inseri-los novamente no ambiente escolar. Além disso, cabe à escola mostrar aos alunos, através de palestras e projetos escolares, a importância de se completar os estudos, proporcionando reuniões com as famílias, no intuito de diminuir a quantidade de jovens fora da escola.