Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 28/07/2019
Em muitas civilizações antigas, como a grega, o direito ao estudo era restrito a uma parcela da sociedade detentora de dinheiro e privilégios. Contudo, hoje no Brasil, a educação é um direito constitucional, todavia ainda é significante o número de pessoas em idade escolar que deixam de frequentar as salas de aula. Nesse sentido, questões como diferença socioeconômica e desestrutura familiar contribuem para aumentar tal problemática.
De início, é válido entender a existência de uma enorme disparidade social e econômica entre a população brasileira. Sob esse aspecto, segundo o Instituto Unibanco cerca de 1,3 milhão de jovens, com menos de 17 anos, não concluíram os estudos antes de abandonar a escola. Além disso, a maioria das pessoas que não continuam na vida acadêmica vivem com pouco dinheiro e moram em locais marginalizados pela violência. Logo, muitos estudantes começam a trabalhar para ajudar na renda familiar e outros adentram para a vida do crime e, assim, deixam de estudar e têm dificuldade em melhorar sua condição econômica.
Outrossim, uma família sem estrutura colabora para o aumento da evasão escolar. Sob essa ótica, de acordo com a teoria do Fato Social, do sociólogo Émile Durkheim, uma das mais importantes instituições sociais é o núcleo familiar e é onde o indivíduo aprende os primeiros ensinamentos de como viver em sociedade. Isso ocorre porque muitos parentes não colocam o estudo como atividade primordial, devido o próprio nível escolar do responsável pelo jovem ser baixo.
Nota-se, portanto, que a evasão escolar é um problema social grave a ser solucionado no país. Assim sendo, cabe ao Ministério da Educação incentivar os jovens a retornarem para a escola por meio de visitas domiciliares em comunidades carentes, a fim de ampliar as possibilidades de ingresso no mercado de trabalho formal para os indivíduos menos abastados. Ademais, é função da família incentivar o estudo, principalmente, das crianças e dos adolescentes através de conversas reflexivas, para que os cidadãos possam se desenvolver de forma adequada e eficaz.