Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 29/07/2019
Na série “Manto e Adaga” da franquia Marvel, a protagonista Tandy Bowen, é uma adolescente de desseis anos que abandona seu lar e seus estudos por problemas familiares, indo para a marginalidade e cometendo furtos para garantir sua sobrevivência. De forma análoga, um dos dilema enfrentados pela personagem é o mesmo de milhares de brasileiros, a evasão escolar, entre as diversas causas desse impasse estão a maternidade precoce, o acesso limitado e necessidades especiais.
A priori, no Brasil em cada grupo de mil meninas brasileiras entre 15 e 19 anos, 68,4 ficaram grávidas e tiveram seus bebês, segundo a Organização Mundial da Saúde. Dessa forma, 75% das adolescentes que têm filhos estão fora da escola, de acordo com a plataforma G1, pois a maternidade exige tempo integral da mãe especialmente nos primeiros messes, levando-as a pausar ou encerrar os estudos de forma precoce.
A posteriori, diversas cidades do interior do países só possuem até a educação básica, sendo necessário para dar continuidade aos estudos percorrer quilômetros de distância, para sanar essa lacuna foi criado o projeto “Caminho da Escola”, sistema de transporte público de qualidade destinado exclusivamente à estudantes. Sendo assim, o governo deve ampliar e manter essa proposta, para que mais estudantes de baixa renda possam ser beneficiados, podendo reduzir desigualdades propiciando educação a todos como previsto na constituição.
Ademais, apesar de constar no art. 205 da Carta Magna brasileira que todo cidadão tem direito a educação, existem segmentos negligenciados por parte da esfera pública, que não busca meios de inclusão para portadores de necessidades especiais. Pois, a falta de estruturas adaptadas que deveriam ser obrigatórias, como livros em braile, tradutores para surdos ou até mesmo rampas nas escolas, não estão presentes na maioria da escolas do país.
Em virtude dos fatos mencionados, é notória a necessidade de medidas para reverter a situação. O Ministério da Educação, deve investir na formação dos futuros docentes, criando novas disciplinas curriculares que discutam a inclusão de diversos segmentos, acompanhando os dilemas do jovem brasileiro do século XXI. Dessa forma, será possível garantir uma educação inclusiva para todos. Só então estaremos promovendo a igualdade em nossa sociedade.