Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 29/07/2019

Através do método dialético da " Alegoria da Caverna", o filósofo Platão revela a importância da obtenção do conhecimento, sendo esse o instrumento que permite aos homens estar a par da verdade e estabelecer o pensamento crítico. Todavia, é perceptível na sociedade brasileira um grande número de jovens que não concluíram  o período estudantil. Dois dos principais fatores para a evasão escolar são: a gravidez precoce e a introdução ao mercado de trabalho.

Consoante dados do Ministério da Saúde, em 2015, foram mais de 500 mil crianças nascidas vivas de mães em idade entre 10 e 19 anos, ou seja, em período escolar. Um dos motivos para esse elevado índice de mães jovens é a falta de instrução sobre educação sexual por parte dos pais, o que resulta na gravidez antecipada e,consequentemente, na saída dessas adolescentes do âmbito educacional para cuidar em tempo integral de seus filhos.

Outro fator existente é a inserção ao mercado de trabalho em fase escolar por necessidade ou incentivo familiar. Dados do IBGE e do MEC apontam que, entre as características desse grupo de risco, estão jovens negros e de baixa renda, com uma média per capita inferior à meio salário mínimo, o que indica a desigualdade social, marcada na história do Brasil desde o período da colonização, como uma das causas para a evasão escolar.

Portanto, utilizando-se da metáfora do grego Platão, as instituições de ensino, por intermédio de palestras, devem orientar os estudantes sobre a importância da busca pelo conhecimento para que, no futuro, possuam uma bagagem intelectual para boas oportunidades de emprego. Os pais com, auxílio dos professores, devem orientar seus filhos sobre a importância do uso de meios contraceptivos para evitar gravidezes precoces e incentivar a permanência dos mesmos na escola. Caso perceba-se, pelos educadores, um número elevado de faltas não justificadas pelos pais, deve-se acionar o Conselho Tutelar para que sejam tomadas medidas apropriadas.