Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 29/07/2019

Segundo particularidades do movimento literário, que ergueu-se no final do século XIX, O Simbolismo, detido da ação de fazer com que o homem “voltasse no tempo”, para que só assim atingisse a fuga da própria realidade, na busca constante pelo processo de evasão. Fora da literatura, com concepções antagônicas no que concerne ao termo evasão quando atribuído a visão escolar, que se torna uma triste realidade hodierna, de forma paradoxal à busca pelo conhecimento e aperfeiçoamento do ser. Nesse sentido, é pertinente aferir tal entrave, intimamente ligado a questões socioeconômicas e educacionais.

Em primeira análise, é lícito ressaltar o pensamento do filósofo Platão, que não se deve educar crianças recorrente à força, mas como se fosse um jogo, pra que também possas observa melhor qual a disposição natural de cada um. Isso, consoante a dados do IBGE, mais de 1,3 milhão de estudantes estão fora da escola, o que nos leva aferir quais as principais causas que estão correlacionadas a esse problema, de modo que a ausência de estruturas nas instituições, um ensino incompleto e insatisfatório, bem como a falta de merenda e estruturas básicas que são primordiais para a fixação do aluno no ensino educacional agravam ainda mais esse óbice. Assim, é vital educandários que visam o bem estar do aluno, e o seu completo sentimento interesse e fixação naquele âmbito.

Outrossim, as diversas contrariedades no que tange o processo de evasão escolar, se agravam ainda mais quando vista pelas perspectivas das questões socioeconômicas. Desse modo, é valido aferir que assim como na Física a força e o deslocamento são fatores vitais para a realização do trabalho e produção de energia, o país depende das transformações exercidas pelas forças sociais para mudar a realidade dos alunos, que saem das escolas para ajudar no sustento da família, se empregam em trabalhos irregulares, gravidez precoce; mas não é a pobreza, e sim a ruptura do tecido do tecido social que reafirma esses diversos problemas, que deixa os seres a mercê de uma sociedade excludente.

Com o intuito de amenizar essa problemática, O Ministério da Educação em parceria com secretárias municipais da mesma área, deve atua para a fixação do aluno nas escolas, a partir de melhorias nas instituições e no ensino, bem como aumento dos recursos para otimizar o aprendizado com diversidade de métodos educacionais, tendo o esporte como fator de ensino, para que crianças e adolescentes encontrem no ambiente escolar um lugar de bem estar e vejam a educação não só como algo primordial, mas ao mesmo tempo divertida e feliz, só assim poderão aclarar que aquele é o melhor lugar para ele quanto aluno e individuo na sociedade. Então, aumentará as chances de alcançar uma educação pragmática, legitima e plural para as crianças e os adolescentes do Brasil.