Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 26/10/2019

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948 pela Organização das Nações Unidas, garante a todos os indivíduos o direito a educação e ao bem estar social. Contudo, no cenário brasileiro atual, observa-se justamente o contrário no que diz repeito a evasão escolar. Nesse contexto, é preciso que estratégias sejam aplicadas para alterar essa situação, que possui como causas: a ausência de investimento e a negligência do Poder Público.

Convém ressaltar, a princípio, que a falta de aplicações de capital é um fator determinante para a persistência da problemática. Sabe-se que a base de uma sociedade é o capital, como explicam filósofos como Marx. Nesse sentido, para serem resolvidos os problemas dentro do contexto capitalista, faz-se necessário investimentos na educação. E, de acordo com os dados da Fundação Getúlio Vargas, a taxa de ações no Brasil, somando setores público e privado, está no seu menor nível dos últimos 50 anos. Sendo assim, há uma lacuna de aplicações na questão da escolaridade, que tem sido negligenciado, o que torna sua solução mais difícil de ser alcançada.

Outrossim, a omissão das autoridades ainda é um grande impasse para a resolução do problema. Segundo Aristóteles, a política tem como função preservar o bem-estar entre as pessoas de uma sociedade. Contrariamente, no Brasil, as escolas não encontram respaldo político necessário, o que faz ir de encontro com o pensamento aristotélico, posto que, mais de um milhão de adolescentes de até 17 anos deixaram o ambiente escolar sem concluir os estudos, dos quais 50% nem chegaram a concluir o ensino fundamental. Dessa maneira, vê-se que a omissão dos governantes perante à esse quadro é alarmante, visto que, passa um sentimento de indiferença sobre a população, o que dificulta ainda mais a questão.

Torna-se evidente, portanto, que tais entraves precisam ser solucionados. Para isso, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com escolas, criem campanhas publicitarias. Estas devem ocorrer nas redes sociais, bem como no YouTube, Facebook e Instagram, por meio da produção de vídeos, o qual deve-se utilizar uma “hashtag” para facilitar a identificação e ganhar mais visibilidade . Essa ação será feita com intuito de incentivar os alunos a concluírem o Ensino Médio. Ademais, é imperioso que o Ministério Público Federal, em conjunto com o Tribunal de Contas da União, devem fiscalizar o destino dos investimentos brasileiros, a fim de remanejar as áreas que mais necessitam. Por fim, é preciso que se aja sobre o problema, pois, como defendeu o filósofo Immanuel Kant: “O homem é aquilo que a educação faz dele”.