Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 22/08/2019

Desânimo estudantil

Na Revolução Industrial da Inglaterra, no século XVIII, aconteceram numerosos casos de crianças que não frequentavam escolas para trabalhar nas fábricas. De maneira análoga, essa alusão assemelha-se a realidade brasileira, a qual a incidência maléfica da evasão escolar é alarmante. Desse modo, o trabalho infantil e a falta de políticas públicas para cessar essas evasões, são fatores que contribuem para essa mazela.

Nesse ínterim, no livro Pedagogia do Oprimido, o educador Paulo Freire afirma a existência de uma classe que precisa se conscientizar, pois é oprimida, econômica e culturalmente. Nesse contexto, um exemplo disso são as crianças que pertencem a camada mais fragilizada da população, as quais começam a trabalhar para suprir a renda insuficiente da família. Dessa maneira, os jovens iniciam-se no mercado de trabalho e não conseguem conciliar o emprego e os estudos; uma vez que isso ocorre, é preferencial que deixem as escolas para garantir uma vida sustentável. Dessa forma, faz-se necessário solucionar os malefícios gerados pelo trabalho infantil.

Ademais, a falta de políticas públicas que promovam o interesse do aluno pela educação também é uma causa do abandono escolar. Nesse sentido, o tradicionalismo de métodos didáticos em lugares fechados e com alunos sentados, tornam as aulas monótonas. Além disso, a falta de propostas educativas para motivar a socialização entre as crianças, prejudica  seu desenvolvimento na sociedade. Portanto, é essencial a participação eficaz do Poder Público para erradicar a fuga dos estudantes.

Diante dos fatos referidos, é imprescindível solucionar essa mazela. Desse modo, compete ao Ministério da Educação atualizar os métodos didáticos ; por meio de aulas temáticas, dentro e fora das instituições educacionais, com a finalidade de estimular o interesse do aluno pela escola. Assim, a realidade dos estudantes brasileiros será mais benéfica e promissora do que a dos ingleses.