Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 02/11/2019

O jornalista e autor Benjamin Franklin, admite que quem ensina a si mesmo, tem um tolo como professor. Fora do contexto histórico filosófico, no hodierno cenário global, sobretudo no Brasil, é inegável as práticas comportadas por jovens brasileiros que abandonam a escola em consequência das adversidades presentes no cotidiano dessa massa social. Isto ocorre, ora pela falta de medidas do poder público para inovar a metodologia aplicada nas instituições de ensino,ora pela necessidade de trabalhar desde a tenra idade, auxiliando as famílias.

Mormente, vale destacar os fatores pares para a persistência da contrariedade de cunho governamental. Paralelamente, o objetivo da indústria cultural para os pensadores da escola de Frankfurt era, produzir conteúdos a gosto do público para torná-lo homogêneo e, logo, ser facilmente atingido. Entretanto, pode se analisar uma desqualificação por parte do Estado em ensinar e inovar o campo educacional com formas mais interativas de aprendizado, envolvendo os alunos e fazendo-os aprender com meios práticos e que favoreça suas habilidades de forma que, voltem a se interessar pelos estudos. No entanto, é tangível que os colégios públicos, tem menos recursos para aderir essas modernidades contemporâneas e, restaurar seu modelo de ensino.

Por conseguinte, convêm ressaltar a problemática ligada a inevitabilidade de trabalhar para o sustento das famílias brasileiras inseridas na classe baixa da população. Assim, o sociólogo e considerado “pai” do iluminismo John Locke, revela que os seres humanos são como tábulas rasas, preenchidos por experiências e influências. Dessa forma, os jovens são alvos frequentes de uma manipulação para, desabitar os estudos e focar na subsistência de suas famílias. Sendo assim, a incapacidade de permanecer no colégio é atingido não só pelas mazelas financeiras, mas também pela insegurança com a indigência presente na vida de muitos cidadãos brasileiros.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para a conscientização da população brasileira a respeito do problema, urge que o Ministério da Educação e Cultura (MEC)- ramo do governo responsável pela formação civil- crie, por meio de verbas governamentais, palestras e campanhas que detalhem a importância do estudo e advirtam os estudantes sobre as problemáticas ao abandonarem a escola. Somente assim, será possível reverter esse quadro e estourar a bolha presente no âmbito moderno, como dizia Benjamin Franklin.