Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 05/09/2019
Quando surgiram as primeiras escolas na Grécia, os ricos delegavam tutores aos filhos para lhes orientar. E a educação foi por milênios um privilégio elitista, porém no atual Brasil é direito universal. No entanto, o número de abandono escolar é alto e ainda parece privilégio dos ricos.
Apesar do surgimento das escolas datar há milênios, foi só com o Iluminismo que veio o formato multidisciplinar e a ideia do acesso universal. Já no Brasil, as escolas públicas foram implantadas na década de 1930.Inclusive, é dever por lei que os responsáveis garantam que as crianças atendam ao ensino fundamental. Todavia, isso não impediu que mais da metade dos jovens não tenham completado os estudos, sendo a maioria desses vindos de famílias carentes.
Há alguns motivos para tal, sendo um deles a falta de interesse. Os jovens cresceram em famílias nas quais seus parentes também não completaram os estudos, e abandonaram a escola muito cedo para trabalhar. Logo, essas crianças não se sentem estimuladas a estudar, e seguem o mesmo caminho para ajudar a sustentar a casa. Tal fenômeno é explicado por Durkheim em sua teoria sobre fator social: As pessoas são condicionadas a pensarem e agirem de uma maneira pelo ambiente em que vivem.
Em adição, há uma questão de logística, pois um alto número desses jovens residem em áreas rurais ou periféricas, afastadas de escolas, e com transporte precário.
Como é dever do Estado garantir o acesso universal à educação, é preciso que os governos estaduais e municipais construam escolas nas áreas mais afastadas, e ampliem as redes de transporte. Desse modo as crianças poderão chegar facilmente aos colégios. Além disso, cabe ao Ministério da Educação estimular os estudos. Como ao criar programas de estágio remunerado em pareceria com empresas estatais e privadas, nas quais os jovens poderão ao mesmo tempo receber para ajudar a família, e serem incentivadas a continuar estudando ao emergirem em áreas de seus interesses.