Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 04/09/2019
De acordo com o filósofo Kant, o ser humano é aquilo que a educação faz dele. Analogamente, no Brasil, a evasão escolar rompe essa premissa e causa um cenário alarmante. Visto que a desigualdade e a marginalização montam esse quadro, jovens periféricos encontram-se diariamente vulneráveis a entrarem em índices de não conclusão de estudos básicos. Ademais, soma-se a problemática o âmbito escolar com processos e rotinas pouco participativas e desumanizadas.
Em princípio, nota-se o ferimento do direito à educação de crianças e adolescentes, em virtude do contexto desigual e marginalizado em que encontram-se. Desse modo, evidencia-se, na periferia, a violência, gravidez na adolescência e entrada no mercado de trabalho precoce como principais motivos de desistência escolar. Além disso, no âmbito familiar falta exemplos positivos de permanência e incentivo. Portanto, gera-se assim, uma sistemática bolha de evasão escolar fomentada por entraves sociais externos e internos da moradia do indivíduo.
Em segundo plano, agrava-se a problemática na medida em que o processo de aprendizagem limita-se a sala de aula, com processos com pouca participação de alunos e família. Desse modo, nota-se uma desumanização da perpetuação do conhecimento, uma vez que não acolhe e inclui o aluno de fato e inviabiliza a integração e diálogo entre a esfera docente e a familiar.
Portando, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da Educação deve regulamentar oficinas artísticas e esportivas em escolas públicas, perpetuando o conhecimento fora de sala de aula, a fim de fomentar o interesse no âmbito escolar e assegurar a inclusão dos alunos em tempo integral, de modo a romper a bolha sistemática de evasão escolar. Ademais, os docentes, com ajuda de psicólogos, devem promover o diálogo com a família e aluno, a fim de solucionar possíveis causa de empecilhos internos.