Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 16/09/2019
Segundo o filósofo e educador brasileiro Paulo Freire, aprender é um ato revolucionário no qual o povo e lideranças devem aprender a fazer juntos, buscando instaurar a transformação da realidade que os mediatiza. Certamente, o aluno ao abandonar a escola durante o período letivo entende-se que a gravidez precoce, bem como a falta de recursos coadunam-se no agravamento da problemática.
Outrossim, uma pesquisa realizada pela Organização Mundial da Saúde(OMS) alega que no ano de 2018, a cada mil adolescentes brasileiras entre 15 a 19 anos, 68,4% ficaram grávidas.Com isso, a quantidade de alunos que afastam-se do ambiente escolar com intuito de cuidar de seus filhos é superior aquelas que mesmo com os impasses, aderem aos estudos. Além disso, posterior as ideias de Durkheim os problemas sociais envolvem a população em geral, porém o que se avista é um individualismo precoce do público que não se aflige com a educação no país.
Ademais, é recorrente o índice de pobreza no Brasil, forjando com que uma porcentagem de alunos priorize o trabalho ao invés da sua formação educacional, por não haver condições necessárias para materiais escolares, bem como recursos para transportes. Por esses motivos, o número de criminalidade e violência elevam no decorrer do tempo. Conforme a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, e o Estatuto da Criança e do Adolescente, é direito dos estudantes participar ativamente das atividades escolares, independente das circunstâncias.
Portanto, cabe ao poder Executivo juntamente com a Secretaria de Educação de cada estado, ampliar as escolas para a entrada de diversos alunos, por meio de projetos para conscientizar os pais da importância da criança estar matriculado na escola. Tendo como fito, a escassez da criminalidade como também o aumento educacional no Brasil. Conclui-se através do pensamento de Paulo Freire, que a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda.