Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 11/09/2019
Sob a perspectiva filosófica de São Tomás de Aquino, todos os indivíduos de uma sociedade democrática possuem a mesma importância, além dos mesmos direitos e deveres. No entanto, quando se observa a evasão escolar, no Brasil, percebe-se que os adolescentes compõem um grupo altamente desfavorecidos no tocante processo educacional. Desse modo, pode-se afirmar que a problemática persiste intrinsecamente no país, seja pela negligência governamental, seja pela omissão escolar.
Nesse contexto, é inquestionável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas da evasão escolar. Nessa conjuntura, segundo o artigo 3, inciso 4, da Constituição Federal de 1988, elucida-se o dever estatal de construir uma sociedade livre, justa e solidária, com o fito de garantir o desenvolvimento nacional. Contudo, é evidente que o Estado não efetiva a sua função enquanto agente fornecedor de direitos mínimos, visto que, muitos estudantes, lamentavelmente, encontram-se com problemas educacionais e psicológicos.
Outrossim, destaca-se a omissão escolar como impulsionador do problema. Nesse diapasão, é importante ressaltar que os adolescentes enfrentam sérias dificuldades relacionadas à escassez de escolas bem estruturadas, devido, basicamente, à falta de planejamentos governamentais e a má administração pública. Sob esse viés, de acordo com Michel de Montaigne, a mais honrosa das ocupações é servir o público e ser útil às pessoas. Entretanto, de maneira análoga ao pensamento do filósofo, a atuação produtiva à sociedade encontra-se distante no país.
Em suma, faz-se necessárias medidas de intervenção para atenuar a adversidade. Logo, é dever do Governo Federal, em parceria com o MEC, financiar projetos educacionais nas escolas, por meio de uma ampla divulgação midiática, que inclua propagandas televisivas e debates entre educadores e alunos. Além disso, cabe à escola, na condição de instituição educadora, instruir os jovens a respeito de valores humanos e transformar paradigmas sociais por meio da educação infantil.