Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 16/09/2019
No Nazismo da Segunda Guerra Mundial, as crianças judias eram levadas para campos de concentração e forçadas a trabalhar, sendo impedidas de frequentarem uma escola e de completarem sua formação. Embora, no Brasil, esteja presente por motivos diferentes, a interrupção do processo de ensino é um desafio que prejudica inúmeros jovens e afeta o desenvolvimento do país. Necessitando, assim, de medidas que atenuem o problema.
Em primeiro lugar, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ilustram que cerca de 4 em cada 10 brasileiros de 19 anos não concluíram o ensino médio em 2018. Nesse cenário, os jovens tendem à evasão escolar, os quais substituem o espaço educacional por trabalhos precários. Como consequência, por não completarem a sua devida formação como cidadão e apresentarem baixo nível de escolaridade, enfrentam empecilhos na tentativa de entrar no mercado de trabalho formal, o que leva muitas vezes à baixas condições de vida.
Ademais, o problema ainda se distancia de sua resolução. Segundo Immanuel Kant, o homem é aquilo que a educação faz dele. E, embora o número de faltas seja um fator que fere as diretrizes do Estatuto da Criança e do Adolescente, boa parte das escolas não possuem uma estrutura que reduza os índices da evasão escolar. Com isso, a dificuldade financeira dos alunos e os problemas de sua família, bem como obstáculos relacionados ao transporte e a própria aprendizagem, muitas vezes não são detectados pela instituição de ensino. Situação que contribui para a evolução desse difícil cenário.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para superar o quadro atual. Para que os números da evasão escolar diminuam e aumentem os de adolescentes formados, urge que o Ministério da Educação realize uma aproximação entre a família e a escola, por meio da inserção de psicólogos no ambiente escolar e de cursos capacitantes, para os professores, relacionado a identificação da origem do abandono escolar, de modo que os profissionais fariam visitas às casas dos alunos que apresentassem algum tipo de dificuldade, os quais conversariam com a família e traçariam, junto a ela, planos para a resolução dos obstáculos. Somente assim o Brasil poderá avançar no caminho para o desenvolvimento social.