Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 18/09/2019

Na obra literária" O quarto de despejo", de Carolina de Jesus, a escritora ressalta a dificuldade em sua vida por não possuir acesso a alfabetização, além do preconceito por não saber ler e escrever conforme a norma padrão. Sob essa promissa, apesar da carta magna do Brasil garantir o direito de toda a população estudar, essa não é a realidade de diversas crianças e adolescentes, visto que precisam abandonar a escola para trabalhar e ajudar a família, a ausência de apoio e atração para concluir os estudos, além do preconceito existente no ambiente escolar, são fatores que corroboram para a situação. Diante disso, analisar o atual contexto é fundamental para modificar essa realidade.

É imprescindível considerar, antes de tudo, que o país avançou demasiadamente rumo a alfabetização de toda a sociedade. Entretanto, não foi o bastante, já que segundo dados do Índice de Desenvolvimento Humano, o Brasil possui a terceira maior taxa de abandono escolar. Nesse contexto, são diversos os problemas que colaboram para deixar a escola, entre eles a necessidade de trabalhar para ajudar financeiramente a família, complementando a renda em casa. Sobretudo, o futuro de jovens pode está sendo comprometido pela necessidade de lutar pela sobrevivência.

Além disso, adaptar o método de ensino é indispensável, visto que com o passar do tempo e os avanços advindos das Revoluções Industriais, como a tecnologia, ficar horas sentado prestando atenção em diversos assuntos não é algo fácil e pode fazer alunos pensarem que não são capazes de aprender. Ademais, conhecer os alunos de perto, acompanhar o desenvolvimento e  saber dos sonhos e dificuldades de tais, são formas de atrair e apoiar esses indivíduos, uma vez que a empatia é uma maneira de mostra que a escola é uma ferramenta de inclusão e não o contrario.

Outrossim, conforme a célebre frase de Nelson Mandela: “a educação é a arma mais poderosa para mudar o mudo”, revela que o acesso ao ensino tem tamanha importância na qualidade de vida, de modo que tem a capacidade de transformar a realidade e o mundo. No entanto, o preconceito também é uma questão que leva ao abandono escolar, tendo em vista que o bullying dificulta ainda mais a convivência de alunos dentro das escolas e concomitantemente faz o aluno se afastar.

Portanto, é nítido que medidas sejam aplicadas na resolução do impasse mencionado. Diante disso, cabe ao Ministério da Educação, adaptar e modificar os métodos de ensino, por meio de ferramentas tecnológicas, a fim de mostrar que a escola é um ambiente atrativo e renovado, além de mostra que os alunos são o foco central e o espaço deve se ocupado por eles. Ademais, o Governo, deve intensificar politicas publicas como o auxilio financeiro e redes de apoio, com a finalidade de dar suporte social para as famílias de baixa renda. Dessa forma, o direito à educação previsto na Constituição de 1988, será garantido.