Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 25/09/2019
É inegável a importância da educação, no que tange a formação dos cidadãos do futuro. No entanto, o Brasil ainda enfrenta problemas quanto à evasão escolar precoce. Isso se deve, sobretudo, à necessidade de inserir-se precocemente no mercado de trabalho, bem como ao descaso de certas famílias pela educação. Logo, são imprescindíveis mais ações governamentais, tendo em vista resolver esse problema.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são mais de um milhão o número de jovens que abandonam a escola sem concluí-la. Ainda segundo o Instituto, um dos principais motivos dessa evasão é a necessidade de inserir-se no mercado de trabalho para contribuir com a baixa renda familiar. Todavia, ao passo em que isso ocorre, esse jovem vê-se com opções limitadas de emprego – devido sua pouca formação – e fica sujeito a ter que aceitar condições precárias, ou até ilegais, de trabalho. A série “Sintonia”, da Netflix, ilustra bem essa situação.
Concomitante a isso, o descaso de algumas famílias para com a educação preocupa. Ao priorizar o trabalho em detrimento à escola, a família deixa de colaborar com a instituição social da Escola, no que concerne a preparação do jovem para o convívio em sociedade. O desacordo entre essas duas instituições sociais, definidas por Émile Durkheim, desencoraja o menor a lutar por um futuro melhor para si e para os outros.
Logo, fica clara a necessidade de reverter esse quadro. Posto isso, cabe ao Estado proporcionar uma infraestrutura social para manter os jovens na escola, bem como reavê-los. Para isso, montar grupos com assistentes sociais e pedagogos que localizem e dialoguem com os pais e seus filhos que evadiram da escola no intuito de encorajá-los a retornar é uma possibilidade. Além disso, garantir assistência para que esses continuem estudando como, por exemplo, transporte; material escolar básico e alimentação é fundamental. Feito isso, menos alunos largariam os estudos por falta de suporte estatal, assim como, mais deles voltariam a estudar. Desse modo, o Brasil formaria, cada vez mais, cidadãos bem, instruídos educacionalmente.