Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 20/09/2019

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à educação e ao bem estar social. No entanto, no cenário brasileiro atual, observa-se justamente o contrário, com relação à evasão escolar no Brasil. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude do elevado índice de miserabilidade, e o abandono a escola aumentando os problemas sociais.

Em primeiro plano, é preciso atentar com relação ao descaso do Estado em proporcionar bem estar a toda população, presente na questão. Nessa perspectiva, a máxima de Martin Luther de que “a injustiça num lugar qualquer é uma ameaça à justiça em todo lugar”, cabe perfeitamente. Desse modo, tem-se como consequência a generalização da injustiça e a prevalência do sentido de insegurança coletiva, no que tange ao alto índice de famílias em baixa renda, impedindo caminhos que levam a solução do problema.

Além disso, a necessidade de trabalhar para ajudar nas despesas domésticas cada vez mais cedo encontra terra fértil no individualismo, e na falta de empatia. Na obra “Modernidade Líquida”, Zygmunt Bauman defende que a pós-modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo. Visto que, há como consequência a falta de empatia, pois, para se colocar no lugar do outro, é preciso deixar de olhar apenas para si. Essa liquidez que influi o desenfreado abandono escolar e a geração de graves problemas sociais, funciona como um forte empecilho para a sua resolução.

Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar essa problemática. Para que isso ocorra, o MEC juntamente com o Ministério Economia e do Desenvolvimento deve ministrar palestras em escolas, para alunos nas instituições, por meio de entrevistas com vítimas do problema, bem como especialistas no assunto. Tais palestras devem ser webs conferenciadas nas redes sociais dos ministérios, com o objetivo de trazer mais lucidez sobre os impactos e consequências negativas que surgirão no futuro por causa da evasão, e assim atingir um público maior. Por fim, é preciso que a comunidade brasileira olhe de forma mais otimista para a diferença, pois como constatou Hannah Arendt “A pluralidade é a lei da Terra”.