Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 30/10/2019
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social se padroniza pela ausência de conflitos e problemas. Conquanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que existe uma carência de investimentos no setor da educação no Brasil. Com isso, os alunos se desestimulam para a frequentação da escola e o índice de evasão escolar cresce. Diante disso, se torna fundamental a discussão desses aspectos, com a finalidade do pleno funcionamento da sociedade.
Precipuamente, é fulcral pontuar que a grande quantidade de alunos fora das salas de aula deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Acerca dessa lógica, de acordo com o Artigo 205, da Constituição Federal, promulgada em 1988, a educação de qualidade é um direito de todos e um dever do Estado, contudo, isso não ocorre no Brasil. Sob essa ótica, devido à falta de atuação das autoridades, segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, aproximadamente 2 milhões de crianças e adolescentes entre 4 e 17 anos estão fora da escola. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal, para que os alunos voltem às salas de aula.
Outrossim, é imperativo ressaltar que o sucateamento das instituições educadoras promovem uma desestimulação dos alunos, por consequência, contribui para o aumento da evasão escolar no Brasil. Assim, é evidente que o pensamento de Arthur Lewis não é levado em consideração pelo governo, o qual fala que “a educação nunca pode ser vista como despesa, ela é sempre um investimento com retorno garantido”. Nesse contexto, constata-se que as péssimas condições das salas de aula, a falta de bons professores, o acervo literário quase inexistente causa um desentusiasmo nos alunos e uma redução dos retornos garantidos por Lewis, porque os alunos acabam por abandonar a escola. Tudo isso, retarda a resolução do empecilho e ajuda na perpetuação desse quadro deletério.
Destarte, urgem esforços do Estado para acabar com a evasão escolar, ocasionada pela falta de investimentos nesse setor. A fim de mitigar essa problemática, necessita-se que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Educação, será revertido na melhoria das escolas, por meio de reformas nos prédios, adquirição de novos equipamentos e aquisição de livros, para melhorar o acervo literário. Logo, as obras escritas deverão ser as de gosto dos alunos, para que eles adquirirem ânimo para estudar. Dessar maneira, os alunos serão estimulados, voltarão ao âmbito escolar, os índices de evasão cairão e a coletividade alcançará a Utopia de More.