Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 27/09/2019
O Brasil, segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – Pnud – é o 3° país com maior taxa de evasão escolar no mundo. Isso ocorre, pois o modelo de educação brasileira é arcaico, fator que provoca uma falta de interesse e motivação no indivíduo em continuar a frequentar as aulas. Além disso, a situação econômica desfavorável, muitas vezes, obriga o aluno a se desligar da escola para poder trabalhar. Logo, se faz urgente analisar essas causas e suas consequências, buscando soluções para minimizar o problema da evasão escolar.
Em primeiro lugar, é importante destacar o desinteresse e a desmotivação como principais fatores de abandono escolar. De acordo com dados da Fundação Getúlio Vargas, cerca de 40% dos jovens de 15 e 17 anos tinha abandonado os estudos por falta interesse. Nesse sentido, o tradicional modelo “indivíduos enfileirados e um professor a frente da sala” não funciona mais para o aluno do século XXI, que não respeitam mais o ensino não evoluído e tem dificuldades de concentrar em uma coisa só. Diante disso, por não se sentirem desafiados e não terem uma visão ótica da educação como algo somatório para o futuro, acabam por deixar a vida escolar.
Em Merlí – série catalã – logo nos primeiros episódios da segunda temporada, o estudante Pol deixa o colégio, pois precisa trabalhar para ajudar nas contas de casa. De maneira análoga, casos semelhantes ao da série ocorrem no Brasil, uma vez que a desigualdade socioeconômica leva muitos indivíduos à evasão escolar. Essa análise vai de encontro a situações que envolvem alunos que precisam trabalhar desde cedo para contribuir em casa. Assim exaustos da rotina diária e por não conseguir conciliar a escola com os trabalhos laborais, esses indivíduos acabam por sacrificar os estudos. Seguindo essa premissa, a não conclusão dos estudos, faz com que esse grupo seja classificado com uma baixa qualificação diante daquele já formados.
Portanto, para combater a evasão escolar, é necessário que os Ministérios da Educação e Tecnologia, juntos, façam maiores investimentos em práticas escolares tecnológicas, incluindo internet de alta velocidade para todos e livros em plataformas digitais, essa medida irá fazer com que os materiais didáticos se tornem acessíveis, especialmente para aqueles com menor poder aquisitivo. Além disso, esses investimentos tecnológicos na área da educação contribuirão para desafiar e motivar os alunos ao aprendizado, despertando neles à vontade de continuar estudando. Ademais, o Ministério da Educação em parceria ao do Trabalho devem promover mais programas como o jovem aprendiz, com jornadas de trabalho mais acessíveis, para dessa forma os jovens que precisam trabalhar, não tenham necessidade de sacrificar os estudos.