Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 24/10/2019
É possível afirmar que a evasão escolar tem aumentado anos após ano, em todo território brasileiro, visto que os indivíduos que mais tomam essa decisão de não mais frequentar a escola, principalmente são jovens e adolescentes entre seus 12 a 21 anos de idade, e quando questionamos a respeito dessa decisão, nos dão as mais diversas justificativas, porém entre as mais comuns são: dificuldade de deslocamento até a instituição de ensino; necessidade de trabalhar para incrementar a renda familiar, entre tantas outras.
A partir do exposto acima, nos contrapomos a duas realidades bem distintas, a primeira com desvalorização a educação e agora com desvalorização: primeiro podemos citar o período de Antiguidade Clássica, na Grécia Antiga, mais precisamente na cidade-estado de Esparta, a qual impunha aos indivíduos uma dedicada e rígida educação militar, esta que ficava por conta do estado; assim os meninos ficavam sob a responsabilidade dos pais até seus 7 anos de idade, após isso eram levados pelo estado e educado até seus exatos 30 anos; diferentes das meninas que também eram educadas, porém agora pelas próprias mães.
O que é bem diferente dos dias atuais, no quais inúmeros indivíduos estão deixando seus estudos para tentar uma vida “aparentemente” mais fácil! Assim teremos uma constante desvalorização dos meios educacionais … Mas a questão de abandono escolar não trata-se apenas de uma decisão congênita do aluno, mas acaba tornando-se uma imposição de toda a sociedade, visto que o jovem precisando ajudar financeiramente sua família, não recebendo nenhum apoio da própria sociedade, acaba encontrando inúmeras possibilidades de “melhorias de vida” fora dos portões do colégio.
Portanto, concluímos que os casos crescentes de abandono escolar é um conjunto de fatores que impulsionam o jovem à desistência, e torna-se um problema de toda sociedade. O governo Federal, nessa vertente poderá mandar verbas para reformar a estrutura escolar, transformando esse local mais atraente aos olhos de toda comunidade, enquanto a própria instituição pode providenciar a criação de uma horta comunitária para atender a família dos próprios estudantes, pois tal atitude proporciona maior convívio e participação entre os mesmos e consciência de valorização do campo educacional, e consequentemente ajudar na sua alimentação. A escolas podem organizar feirinhas para vender produtos artesanais feitos pelos próprios alunos durante as aulas de artes, por exemplo;assim os ajudam a complementar a renda familiar, sem a necessidade de abandonar seus estudos.