Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 30/09/2019
Conforme preconiza a Constituição Federal de 1988 é dever do Estado garantir o desenvolvimento da sociedade. Todavia, a problemática da evasão escolar e a realidade brasileira tem raízes culturais. Isso porque a imagem de uma nação é definida pelos valores que se cultivam, relativizando o progresso ou priorizando-o.
Em primeira análise, é válido ressaltar que, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, aproximadamente um milhão e meio de jovens entre quinze e dezessete anos estão fora da escola. Com isso, segundo o filósofo iluminista René Descartes, a educação é o pilar para o desenvolvimento pleno de uma sociedade justa. Entretanto, à vista desse princípio, culturalmente, muitos jovens escolhem ou são obrigados, pelas precárias circunstâncias financeiras, trabalharem em detrimento do estudo.
Faz-se mister, ainda, salientar as consequências dessa realidade brasileira, com reflexos desde o âmbito educacional ao financeiro. Sob esse viés, vê-se a diminuição do poder aquisitivo e das possibilidades de emprego na vida futura de quem não conclui todos os anos escolares. Da mesma forma, a evasão escolar, infelizmente, contribui para a delonga da formação de uma sociedade mais crítica e informada. Diante desse contexto, é notório os malefícios do fato exposto.
Destarte, é imprescindível encontrar caminhos para aviltar a evasão escolar. Nesse sentido, urge que o Estado mantenha a maior quantidade de jovens dentro do contexto educacional, por meio de vale-transportes e vale alimentação para que se evite a fuga ao ensino por motivos financeiros. Outrossim, é importante que o Ministério da Educação, juntamente com escolas municipais e estaduais, incentivem a permanência nas escolas, por meio de projetos que premiem com bolsas de estudos e científicas aqueles que tiverem o melhor desempenho no currículo escolar, para que haja, futuramente, a formação de uma sociedade mais desenvolvida. Dessa forma, poder-se-á fazer jus à Constituição.