Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 05/10/2019
A constituição da República Federativa do Brasil, de 1988, apelidada de ‘‘constituição cidadã, tem como um de seus deveres garantir a educação da população. Contudo, tal garantia enfrenta problemas, uma vez que em pleno século XXI a evasão escolar cresce de maneira alarmante no país. Diante disso, existem fatores que favorecem a mazela, como o modelo educacional ultrapassado, além da questão socioeconômica
Em primeiro lugar, é fundamental pontuar que o aumento da evasão escolar tem como uma das causas o desinteresse do aluno com a escola. Isso ocorre uma vez que o sistema de ensino tradicional, ‘‘alunos em carteiras enfileiradas, não funciona mais como antes. Nesse contexto, seguindo conceitos do sociólogo Paulo Freire, sem educação a sociedade não muda. Por esse ângulo, a evasão escolar continuará sendo um problema, se persistir um modelo de ensino no qual o aluno tem pouco interesse e consequentemente, se sinta desmotivado a prosseguir com os estudos. Como resultado, percebe-se outro impasse relacionado ao abandono escolar, visto que sem um diploma do ensino médio, o jovem encontra mais dificuldade no mercado de trabalho.
Outrossim, é indispensável destacar a questão socioeconômica no agravamento da evasão escolar. Isso decorre devido ao jovem de família mais pobre ter que começar a trabalhar cedo para ajudar na renda da casa. Consequentemente, as chances de abandonar a escola se tornam maiores, visto que o estudante depois de um dia cansativo de trabalho não consegue acompanhar as aulas, como ilustra os dados do, Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística, 24% do número de crianças e adolescentes que optam por deixar de estudar está relacionado a questão do trabalho. Tal número exemplifica a desarticulação entre educação e auxílio na renda familiar.
Em suma, são necessárias medidas a fim de mitigar a evasão escolar. Desse modo é preciso que o Ministério da educação. Desse modo, o Ministério da Educação, principal competência que rege nesse assunto, proponha modelos mais interessantes de ensino. Tal ação poderá ser feita por meio de investimentos direcionados as instituições de ensino, para a criação de aulas que envolva uma metodologia mais interessante para o jovem, como conciliar as tecnologias com o estudo, propor aulas com uma maior participação do estudante. Além disso, é necessário que o Estado intensifique a fiscalização do trabalho infantil, por meio de um maior investimento nos órgãos da área, como o Ministério público do trabalho, para que detecte com uma maior eficiência os casos de trabalho infantil e garantir o direito a educação do jovem.