Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 04/10/2019

No Brasil, a evasão escolar ainda é uma triste realidade do sistema educacional. Nesse cenário, é possível perceber fatores familiares, pessoais e governamentais para o abandono escolar. Ademais, a situação econômica do país contribui para agravar essa conjuntura, uma vez que a condição social dos alunos e a falta de investimentos no setor leva ao afastamento precoce dos estudos.

De acordo com a Constituição, a educação é um direito do cidadão e dever do Estado sendo obrigatória até os 17 anos. Entretanto, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 1,3 milhões de jovens nessa faixa etária deixaram a escola sem concluir os estudos, sendo que 52% desses não completaram o ensino fundamental. Assim, fatores como a repetência e o desinteresse dos jovens são apontados como principais causas da evasão escolar, motivadas pela baixa qualidade de ensino e um currículo enraizado em bases arcaicas de transmissão de informações. Desse modo, caso não voltem a estudar, a probabilidade de inserção precária no mercado de trabalho é altíssima, além de terem seu direito básico negado.

Outrossim, a baixa renda familiar obriga muitas crianças e adolescentes a começarem a trabalhar mais cedo. Segundo estudos, quanto menor o ganho doméstico, maior a possibilidade que os filhos não prossigam com os estudos. Essa tendência está intimamente ligada com a necessidade de contribuição financeira ou auxílio nos  afazeres do lar em complementação ao serviço dos pais. Isso ocorre devido à crise financeira instalada no país e a falta de investimentos em educação básica e técnica dos progenitores que, assim, poderiam permitiriam a educação continuada dos seus filhos.

Fica claro, portanto, que a realidade brasileira é determinante para os altos índices de evasão escolar. Assim, cabe ao Governo reformular e modernizar a base nacional dos currículos, por meio de profissionais especializados, como pedagogos no qual visem a autonomia do aluno e não apenas a transferência de conhecimento. É necessário, ainda, prover o suporte para as famílias de baixa renda, por meio de políticas públicas nas quais os jovens matriculados e com frequência regular recebam cestas básicas e material escolar gratuito do Estado. Dessa forma, poder-se-á dirimir esse quadro no Brasil.