Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 05/10/2019

Segundo a Fundação Getúlio Vargas, 27% dos alunos que desistem da escola o fazem para trabalhar. Desse modo, pode-se observar como o trabalho desde cedo se tornou uma prioridade na vida dos jovens por causa da necessidade de ajudar em casa ou de se tornar logo dono do seu próprio dinheiro. Entretanto, existem outros fatores para a evasão escolar, como a ausência de interesse, dificuldade na aprendizagem e os transtornos de acesso e familiares.

O Livro ‘‘O Voo da Guará-Vermelha’’ retrata a história de Rosálio, um analfabeto cujo sonho de infância é aprender a ler e se tornar professor. Contudo, ele não possui a chance de realizá-lo, uma vez que desde criança teve que trabalhar para se sustentar. Dessa forma, pode-se observar como o trabalho infantil e a necessidade de sobrevivência afetam diretamente na educação de crianças e jovens que têm de deixar a escola antes de poder concluí-la, o que, futuramente, afeta na sua inserção formalmente no mercado de trabalho.

Ademais, uma outra causa para a evasão é a ausência de interesse do aluno, dado que a proposta pedagógica e a metodologia empregada não é atrativa para ele, que também não vê sentido no que é ensinado. De acordo com a FGV, 4 entre 10 desistentes alegam que abandonaram a escola por desinteresse como principal razão. Com isso, uma das soluções possíveis é investir em ferramentas tecnológicas junto a novas práticas pedagógicas, visto que a sociedade contemporânea é adepta da tecnologia e essa união poderá auxiliar na diminuição nos números da evasão.

Portanto, O Ministério da Educação pode criar novas metologias e execuções para o ensino, por meio de um acompanhamento da frequência do aluno, investimento em tecnologia e uma rede de apoio aos alunos e servidores. Depois, reorganizar os conteúdos e promover debates e representações artísticas, o que vá além de uma aula tradicional. Assim, os estudantes serão atraídos pela escola e entenderão a importância dela na sua formação.