Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 06/10/2019

Um dos marcos da Era Vargas foi a criação do Ministério da Educação (MEC), com o objetivo de zelar a qualidade de ensino, e a Constituição Federal de 1934, que garantia a educação como direitos de todos. Entretanto, ambas criações colaboraram para o aumento da desigualdade social, visto que, as questões públicas sociais não foram tratadas.

Em primeiro plano, é essencial frisar que as principais causas de evasão escolar são de cunho social, como a necessidade de trabalhar para ajudar na renda familiar, caracterizando o trabalho infantil. Desse modo, várias crianças e jovens são privados de sua função primordial, que é estudar, para tornarem-se precocemente adultos em busca de emprego.

Ademais, também pontua-se a gravidez na adolescência como um dos motivos para interromper a vida estudantil. Esse fato decorre da falta de educação sexual, seja na escola ou em casa, que incita ao início da vida sexual muito cedo e sem a proteção necessária, paralelo a isso, adolescentes se veem obrigados a arcarem com as consequências de seus atos e abandonam a escola, permanecendo, assim, na Caverna de Platão, longe do conhecimento e perto da ignorância.

Evidencia-se, portanto, que a evasão escolar é um obstáculo para a consolidação do desenvolvimento socioeconômico do país. Logo, é evidente que o Governo deva criar políticas sociais que forneçam qualidade de vida, para que jovens na linha da pobreza não precisem deixar de lado os estudos para trabalharem. É de suma importância, também, que a educação sexual seja uma realidade a ser abordada em instituições educacionais e dentro da família, a fim de quebrar o tabu existente acerca do assunto. Immanuel Kant, em seus estudos sobre Direitos Fundamentais, destaca a educação como parte importante da formação do homem, no entanto, para isso acontecer, é preciso criar situações adequadas para o ser humano recebê-la.