Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 15/10/2019

Desde 2013, a Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional assegura a inserção de crianças a partir de 4 anos de idade no ensino básico e sua permanência até os 17. Entretanto, ao analisar-se o cenário nacional, observa-se a dificuldade da população em cumprir essa lei, principalmente pessoas economicamente menos favorecida, as quais enfrentam diversos obstáculos sociais, que dificultam a permanência de crianças e adolescentes no âmbito escolar.

Em primeiro plano, é necessário ter em vista que a atual realidade socioeconômica do  Brasil dificulta o acesso e a permanência de jovens periféricos no ensino básico, majoritariamente por necessidades financeiras. O seriado brasileiro Sintonia evidencia essa realidade por meio do personagem Fernando, um jovem da favela paulistana que abandonou os estudos ao envolver-se com tráfico de drogas para sustentar sua família. Esse caso é um claro exemplo dos motivos que fomentam a evasão escolar no Brasil, pois muitos estudantes abandonam os estudos para prestarem serviços a fim de complementar a renda domiciliar.

Paralelo a isso, nota-se o impacto da criminalidade na vida escolar não só de Fernando, mas de milhares de outros jovens brasileiros, que por receio de serem objetos de violência nesses ambientes hostis, possuem medo de realizar o trajeto escolar e por conseguinte abdicam de usufruir do direito a educação. Dessa maneira, entende-se que as causas relacionadas ao abandono escolar estão diretamente relacionadas as condições socioeconômicas dos alunos desistentes.

Perante isso, para corrigir essa situação e cumprir eficientemente com a exigência da LDB anteriormente citada, é necessário que o Ministério da Educação solicite de cada gestão escolar um acompanhamento estudantil eficiente, que monitore os índices de faltas e desistências estudantis, para estabeleçer um relacionamento sadio e acolhedor  com os alunos e suas famílias.  Dessa forma, quando discentes abandonarem os estudos, a escola poderá oferecer medidas para evitar tais desistência, tais como a criação de auxílios econômicos para alunos de baixa renda. Assim sendo, o ensino público brasileiro se tornará mais democrático, inclusivo e humanitário.