Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 10/10/2019

No filme “Coach Carter: treino para a vida”, o treinador Carter, do time de basquete de uma escola pública, só permite que os alunos joguem se frequentarem as aulas e mantiverem boas notas, impedindo assim a desistência dos estudos. Fora da ficção, a evasão escolar tem aumentado exponencialmente devido à não atratividade do sistema de ensino e à preferência do trabalho ao estudo.

É indubitável que o modelo atual de ensino das escolas é extremamente arcaico e enfadonho. Modelo em que os professores são palestrantes e os alunos, meros ouvintes, dificultando o engajamento do aluno no processo de aprendizagem. Assim, como afirma a professora da Unicamp, Theresa Adrião, em entrevista ao G1, “seguindo esta lógica atual, as crianças continuarão sem aprender e, pior, sem o desejo de aprender”.

Outrossim, nota-se que grande parcela dos alunos dão preferência ao trabalho ao invés do estudo. Em entrevista ao jornal “O Globo”, Maria Rehder, coordenadora da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, afirma que “quando uma criança é exposta ao trabalho infantil, ela não frequenta a escola”, pois a prioridade dela é ajudar na renda familiar. Urge, portanto, uma medida de auxílio na renda da família, para que a criança possa estudar.

Desse modo, cabe ao Ministério da Educação, tomar medidas semelhantes à do técnico Carter: criar uma bolsa auxílio para atividades extracurriculares - futebol, dança, teatro -, por meio do aumento da verba das escolas públicas, que só poderá ser recebida com confirmação da presença do aluno na escola, , a fim de tornar o ambiente mais atrativo e fornecer um auxílio financeiro às famílias.