Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 11/10/2019
É notório afirmar que Getúlio Vargas percebeu que a educação é um dos alicerces na constituição de uma sociedade mais justa, igualitária e democrática. Visto isso, criou o Ministério da Educação(MEC) e, a partir disso, o Brasil, em 1930, passou a ter um órgão preocupado com a educação. No entanto, atualmente, segundo o IBGE, dos jovens entre 15 e 17 anos, 1,3 milhões já abandonaram os estudos. Desse modo, urge uma mobilização do MEC com escopo de combater as principais causas dessa problemática, são elas: ausência de transporte escolar e desinteresse com os estudos.
Mormente, é cabível pontuar o impacto da ausência da condução estudantil no abandono escolar. Aliás, majoritariamente no Ensino Fundamental, as crianças precisam ser conduzidas ao colégio por seus pais e, caso essa família não tenha viabilidade de realizar esse feito, é considerada a opção de retirar o filho(a) da instituição escolar. Dado o exposto, é interessante parafrasear o filósofo grego Aristóteles, haja vista que, embora a educação tenha raízes amargas, seus frutos são doces. Dessa forma, apesar das dificuldades, negar os estudos a um filho nunca deve ser uma opção, para tanto, é de suma importância que o Estado preste o devido auxílio às famílias.
Em segundo lugar, destaca-se a falta de interesse em estudar como outro fator crucial nos elevados índices de cissão com a escola. Essa conjectura pode ser explicada pelo posicionamento do indivíduo numa turma que não corresponde aos seus conhecimentos, por exemplo, uma criança que tem dificuldades para somar e subtrair certamente terá dificuldade também com multiplicação e divisão. Tal contexto pode estimular o bullying de colegas e proporcionar a criação de um ambiente desconfortável para a criança, que por sua vez, estabelecerá preceitos errôneos sobre sua capacidade intelectual. Assim, fica evidente que a falsa sensação de inépcia pode trazer consequências drásticas na vida deste aluno.
Portanto, é mister que medidas sejam adotadas com intuito de amenizar as estatísticas supracitadas. Logo, cabe ao Estado disponibilizar transporte escolar para as escolas por meio de liberação de verbas, de acordo com o quadro de necessidade de cada região do país. Por outro lado, impende ao MEC criar um programa que estimule uma visita semanal dos professores à casa dos estudantes com a finalidade de realizar uma aproximação dos pais com a escola e auxiliar o aluno com aulas particulares, o que resultará em impactos extremamente benéficos para o estudante. Enfim, atenuar-se-á, em curto e médio prazo, os índices de evasão escolar no país.