Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 15/10/2019
Em um dos episódios da série televisiva " Anne with an e ‘’, Anne, protagonista do show, para de frequentar à escola por ser excluída e rejeitada pelos colegas de sala e professor. Fora da obra norte-americana, a evasão escolar é uma realidade no Brasil. Os principais fatores que conduzem a atual situação em que se encontra os estudantes brasileiros é o trabalho infantil e a gravidez precoce.
A priori, é notável que uma das razões na saída da escola dar-se pela responsabilidade de trabalhar com uma idade inadequada. O Estatuto da Criança e do Adolescente tem por lei a proibição de trabalho para menores de idade. Entretanto, pesquisas feitas pelo IBGE apontam que 2,7 milhões de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos trabalham no Brasil. Por ser uma atividade que requer tempo e esforço a atenção é voltada, em muitas vezes, somente para o serviço, interferindo, assim, a capacidade de frequentar a escola regulamente.
Ademais, a gravidez na adolescência é um grande fator para a alta taxa de evasão feminina. Segundo pesquisas feitas pela UNICEF, de 33% de meninas que param de estudar, 26% é por gravidez. Com a necessidade de cuidar de uma criança, junto ao preconceito e a falta de atenção especifica sofrido por jovens gestantes, sair do ambiente escolar é a solução mais rápida.
Portanto, com o intuito de amenizar essa problemática, cabe ao Ministério da Educação (MEC), juntamente com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), por meio de fiscalizações em, principalmente, zonas ruais e fabricas - por serem mais frequentes o uso de criança para mão de obra barata - punir os colaboradores e responsáveis do trabalho infantil e assegurar que esses jovens estejam frequentando a escola, para que as crianças possam desfrutar da sua infância e estudar. Somente assim a lei irá ser cumprida e exercitada.