Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 19/10/2019

Desde o surgimento dos primeiros modelos educacionais – observado na Grécia Antiga, por meio dos ensinamentos aos sofistas – diversas discussões são fomentadas acerca das dificuldades relacionadas ao aprimoramento dos sistemas didáticos. O educador Paulo Freire afirmava que se “a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda” – explicitando a importância da escola na formação do indivíduo e, por conseguinte, a carência de alternativas que possam melhorar o referido modelo. Desse modo, ao observar o panorama sócio-educacional hodierno, no que tange a evasão escolar no Brasil, faz-se necessária, portanto, a implementação de medidas paliativas que visem mitigar tamanho estorvo.

Em primeiro plano, é válido salientar que, de acordo com o Banco Mundial, 52% dos jovens brasileiros entre 19 a 25 anos abandonaram a instituição educacional ou estão com a formação  acadêmica atrasada. Dessa forma, infere-se a premissa filosófica do alemão Immanuel Kant – “O ser humano é aquilo que a educação faz dele” – tendo em vista que, a falta de infraestrutura de transporte dos discentes ao colégio na zona rural, de debates que estimulem ao estudo no âmbito familiar e o aumento das massas sociais com déficit econômico, geram uma perspectiva de insatisfação, diminuindo o potencial de transformação social dos estudantes e ratificando o que fora apregoado pelo epistemólogo.

Vale citar, ademais, a importância da ampliação do uso da tecnologia como aliada no processo educativo. As inovações tecnológicas como a criação de núcleos integrados de pesquisa, a realização de aulas por videoconferências com outras escolas e a regulamentação do uso inteligente dos dispositivos móveis permitem, respectivamente, uma busca mais ampla pelo conhecimento, a mesclagem cultural e a interatividade entre professores e alunos. Com isso, os educandos – impulsionados pela curiosidade e pelo desejo participativo característico da classe estudantil – terão mais interesse pelos estudos e, concomitantemente, os índices de evasão escolar serão reduzidos.

Torna-se claro, portanto, que há entraves na educação brasileira. Destarte, urge que, o Governo Federal – juntamente às prefeituras, ONG’s educativas e à mídia – promover a aproximação do jovem com a esfera universitária, através de uma legislação pró-eficiente relacionada ao empecimento apresentado, detalhando uma gestão pedagógica e administrativa adequadas para o corpo edificante, a construção do vínculo da criança com a escola desde cedo pelos pais e a implantação de um sistema de educação integral. À vista disso, o Governo pode, ainda, aumentar a disponibilização de recursos tecnicistas nos educandários. Consequentemente, a longo prazo, o processo educacional melhorará.