Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 23/10/2019

Primeiramente, de acordo com o Ministério da Educação (MEC) a evasão escolar atinge 6,9% no Ensino Fundamental e 10% no Ensino Médio (3,2 milhões de crianças e jovens, segundo dados de 2005). A evasão escolar é quando um estudante deixa de frequentar a escola e é caracterizando como abandono. A partir disso, a falta de interesse do aluno em frequentar o colégio e o abandono por causa da situação financeira são o empecilho para a solução do problema destacado.

A principio, o desinteresse do individuo é o fator que auxilia a disseminar essa questão. Nesse contexto, a gestão educacional é considerada ultrapassada, existe a falta de diálogo do professor com os aprendizes e o contato individual, com isso, sem haver uma motivação e o incentivo dos pais, o indivíduo vai deixando de lado o compromisso de ir todos os dias à escola, até que o afastamento se concretiza, prejudicando o seu futuro profissional. Segundo o Estudo do Banco Mundial (BIRD) 52% dos jovens com a idade entre 19 e 25 anos, perderam o interesse pela escola e, por isso, correm o risco de ficarem fora do mercado de trabalho.

Além disso, outro fator contribuinte para o problema é o evacuação decorrente pela situação monetária, auxiliando a disseminar esse problema no Brasil. Nesse sentido, muitos jovens se sentem pressionados a abandonar o instituto quando a situação financeira da família é precária e para contribuir com a renda, ingressam no mercado de trabalho, mesmo sendo muito novo. Com isso, com a pressão da mudança da rotina, muitas vezes preferem a abandonar a escola do que continuar com o trajeto. Segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PND), uma parcela representativa de estudantes não ficam na escola até os 16 anos e 40% deles não concluem o ensino médio até os 19 anos.

Fica evidente, portanto que a falta de interesse de permanecer no âmbito escolar e o afastamento decorrente a condição monetária promovem a propagação desse cenário. O Ministério da Educação junto com as escolas deve criar debates e atividades escolares para todas as idades, no intuito de saber dos alunos quais mudanças poderiam ser feitas para que o ambiente se torne agradável e promissor. Além disso, a implementação de atividades individuais que mostrem em tempo real o desenvolvimento do indivíduo, para que o professor tenha mais contato com o estudante. Ademais, os mesmos agentes devem criar palestras nas escolas e campanhas nas mídias sociais para informar os estudantes as consequências do abandono escolar, incentivando e aconselhando-os a não deixarem os estudos. Desse modo, talvez a problemática poderá ser amenizada no país.