Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 23/10/2019
No seriado norte-americano “Todo Mundo Odeia o Chris”, é retratado o cotidiano do adolescente Chris, que questiona várias vezes em deixar de ir à escola tanto por ser um lugar distante de seu bairro, Brooklyn, quanto pelo bullying que sofre diariamente. Analogamente, fora da ficção, tem-se a evasão escolar presente na realidade brasileira como reflexo de um país não desenvolvido, isso ocorre devido à falta de estrutura no setor educacional, bem como de fatores que impedem ou desestimulam o estudante a continuar estudando.
Diante desse cenário, tem-se a fraca estruturação pública como um dos fatores que colaboram para extensão da problemática, uma vez que o Sistema Público não dispõe de artifícios capazes de incentivar a permanência do estudante na escola. Essa questão entra em confronto direto com os ideais da Constituição Federal de 1988, que asseguram educação de qualidade a todos os cidadãos brasileiros. Desse modo, fica nítido o descaso dos órgãos públicos com os estudantes da rede pública de ensino, haja vista que por não fomentarem mecanismos que estimulem o aluno ao convívio escolar, como professores com ótima didática, salas climatizadas e materiais de qualidade, colaboram para o aumento do índice de discentes que deixam de frequentar o campo educacional.
Outrossim, existem outros fatores que , também, colaboram para o aumento do índice de evasão escolar, como a condição sócio-econômica dos indivíduos ou a distância de sua caso e o centro educacional. Esse fato pode ser comprovado por pesquisas realizadas pela Universidade de São Paulo (USP), as quais afirmam que 68 % dos estudantes deixam de ir para escola por não ter condições de arcar com os custos diários. Desa forma, fica evidente a necessidade da promoção de bolsas-auxílios tanto para incentivar os estudantes a continuarem na sua formação básica, quanto ajudá-los nas despesas diárias como transporte e lanches.
Portanto, para reduzir significavelmente o índice de evasão escolar no Brasil, é necessário que o Ministério da Educação, entidade responsável por disseminar conhecimento para sociedade, elabore programas que melhorem a infraestrutura da escolas, com a criação de salas de robótica e a promoção de professores e materiais didáticos de qualidade, bem como ofertem bolsas-auxílio para os estudantes de baixa renda , para que assim esses se engajem no próprio ensino e custeiem gastos como lanches diários, transporte e atividades escolares como impressão de trabalho. Esses programas serão financiados por meio de parcerias com instituições privadas, como bancos e multinacionais, com o fito de fornecer um ensino de qualidade ao corpo discente e incentivar os estudantes a permanecerem no campo escolar. Assim, a realidade brasileira distanciar-se-á da série “Todo Mundo Odeia o Chris”.