Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 26/10/2019
É evidente que a educação escolar é imprescindível para a formação dos jovens, visto que além de preparar os estudantes para o mercado de trabalho, influencia e muito na sua formação como indivíduo integrante de uma sociedade. Entretanto, a realidade de 2,5 milhões de crianças e adolescentes no Brasil se mostra comprometida na questão do ensino escolar, transformando os benefícios desse ideal em uma simples teoria. O que se deve a fatores como a necessidade de ingressar no mercado de trabalho e a falta de um Estado mais atuante.
Em primeira análise, a desistência do ensino colegial está intimamente ligada com a renda familiar do indivíduo, numa relação inversamente proporcional. Este fato faz com que os jovens busquem, seja espontaneamente ou por obrigação da família, ingressar mais cedo na procura por emprego para contribuir com a condição econômica da sua casa. Contudo, a dificuldade de conseguir um emprego digno e a busca por um fácil crescimento financeiro têm levado muitos jovens a criminalidade, o que aumenta os casos de violência, tornando essa realidade em um preocupante círculo vicioso.
Somado a essa situação, o fato do Brasil estar na terceira posição da pesquisa feita sobre países em que há maior número de evasão escolar, envidencia a presença de um Estado descompromissado em reduzir os crescentes abandonos escolares na juventude. Dessa forma, o papel do governo na sociedade, embora seja o de proteger e fornecer condições dignas necessárias para o desenvolvimento e manutenção da vida de seus cidadãos, ele está de forma irresponsável, negligenciando a importância da educação para um alto número de 1,3 milhão de jovens entre 15 e 17 anos, que muito provavelmente ocuparão empregos com precárias condições de trabalho; o que no futuro trará grandes prejuízos para o país.
Percebe-se, portanto, o pouco caso na busca por garantir o direito juvenil à capacitação escolar, o que ocasiona em sérios problemas tanto sociais, quanto econômicos. Então, a fim de se evitar o agravamento desses problemas, o Ministério da Saúde em parceria com colégios públicos deve incentivar os adolescentes a irem às escolas, por meio da criação de um programa de fidelidade, por exemplo; a qual a frequência do aluno, comprovada por meio da coleta da digital no intervalo de cada aula, estará associada ao ganho de pontos que posteriormente poderão ser trocados por benefícios concedidos pelo governo. Assim, é garantido na prática, o aumento das chances de se obter uma significativa melhora no número de jovens que conseguirão concluir a escolaridade.