Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 26/10/2019

Capitães da Areia, obra escrita por Jorge Amado, cujo autor é um dos maiores escritores brasileiros, descreve o cotidiano de cerca de 10 jovens meninos que vivem a mercê das ruas da Bahia, em virtude disso, muitos deles abandonaram o meio escolar ainda na infância. Contudo, tal estória não difere da realidade do restante do país, de modo que a carência por suprimentos básicos, como à moradia e à alimentação, bem como um sistema de ensino pouco atrativo, fazem com que os problemas relacionados a evasão escolar, gradativamente, se perpetuem.

A priori, a evidente desigualdade social do Brasil, ocasiona, consequentemente, por inúmeras vezes, o afastamento escolar do jovem, visto que muitos deles dependem do respectivo trabalho para a própria sobrevivência, e da família.

Immanuel Kant, reconhecido filósofo prusiano, exprime que “O homem não é nada, além daquilo que a educação faz dele”, no entanto, faz-se indiscutível a importância da educação na formação de um indivíduo, porém, a monotonia no modelo de ensino, de modo a impor que somente o que está previsto em grade curricular é valoroso, não viabilizando novos métodos que prezem pelas reais habilidades dos jovens, cativando-os, têm corroborado progressivamente para esta problemática.

Em resumo, questões relacionadas a evasão escolar requerem medidas efetivas para que sejam atenuadas em nosso país. Nessa perspectiva, O Ministério da Educação, em conjunto com o governo, devem, num primeiro momento, garantir as necessidades básicas do estudante, por meio de auxílios, de modo que o mesmo não necessite ausentar-se da escola por conta de adversidades como as citadas, num segundo momento, há a indispensabilidade de inovação no ambiente escolar, atraindo o jovem para a escola.